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Sete meses depois do crime, investigadores afirmam ter posse de informações sobre biotipo de quem disparou contra Marielle e Anderson

Os pais da vereadora do PSOL e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil pedindo respostas sobre quem é o assassino de Marielle
Márcio Alves
Os pais da vereadora do PSOL e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil pedindo respostas sobre quem é o assassino de Marielle

Sete meses depois do crime que vitimou a vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou uma nota informando que foi identificado o biotipo do assassino de Marielle e Anderson. Os investigadores também identificaram novos locais pelos quais o carro utilizado durante o crime circulou.

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O rumo das investigações foi comunicado à família da vereadora e à viúva de Anderson na última terça-feira (11), informou o MP. Assim, volta a se intensificar a busca pelo assassino de Marielle .

De acordo com o MPRJ, foram utilizados programas de computador para reconhecer o perfil biométrico do atirador. Já a identificação de novos lugares que o carro passou foi possível por meio da combinação de centenas de imagem. Para o Ministério Público, o mapeamento representa “um grande avanço” para o seguimento das investigações.

O Ministério Público informou ainda que ex-PM Orlando Curicica , miliciano suspeito de envolvimento na morte de Marielle e Anderson, foi ouvido pelos promotores responsáveis pelo caso. O encontro foi no Presídio Federal de Mossoró, onde Orlando está preso, acusado de mandar matar uma pessoa em 2015.

O depoimento que Orlando deu aos procuradores da República em momento anterior também foi encaminhado ao MPRJ. O conteúdo dos depoimentos, no entanto, é mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações.

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Os deputados estaduais do Rio de Janeiro Paulo Mello, Edson Albertassi e Jorge Picciani , este ex-presidente da Câmara, todos do MDB, também são sendo investigados pela Polícia Civil por supostamente estarem por trás da ordem de execução de Marielle .

Presos desde novembro de 2017 por casos de corrupção envolvendo uma máfia de empresas de ônibus na capital fluminense, Picciani , Mello e Albertassi teriam agido, de acordo com esta linha de investigação, para se vingar do PSOL, partido que há anos combate a liderança emedebista no estado e que foi um dos principais responsáveis por levá-los à prisão.

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A intenção do assassino de Marielle supostamente contratado pelos políticos, neste caso, seria atingir o deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSOL), padrinho político da vereadora assassinada em 14 de março deste ano.

* Com informações da Agência Brasil

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