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Vereadora foi assassinada a tiros no Estácio, na noite desta quarta-feira; ela fazia parte da Comissão que fiscalizava a intervenção no Rio de Janeiro

Referência para o movimento negro e feminista, a vereadora Marielle Franco foi assassinada a tiros no Rio de Janeiro
Reprodução/Facebook
Referência para o movimento negro e feminista, a vereadora Marielle Franco foi assassinada a tiros no Rio de Janeiro

Um dia antes de ser assassinada a tiros no centro do Rio de Janeiro , a quinta parlamentar mais votada da cidade nas eleições de 2016, a vereadora Marielle Franco (Psol), publicou em sua conta no Twitter um desabafo sobre a criminalidade na capital fluminense.

"Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?", escreveu Marielle Franco na rede social, na última terça-feira (13). A publicação fazia referência à morte de um jovem no Jacarezinho, na última segunda (12).

A vereadora e seu motorista foram baleados dentro de um carro, na noite desta quarta-feira (14). O assassinato aconteceu perto das 21h30 e a principal suspeita é de que ela tenha sido executada.

Ainda nesta semana, Marielle chegou a questionar as ações da Polícia Militar do Rio de Janeiro na comunidade de Acari, chamando o 41º BPM de "Batalhão da Morte".

"O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens", escreveu.

Morte da vereadora

Marielle deixava um evento na Lapa, quando dois homens em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, próximo ao metrô, no bairro do Estácio.

Leia também: Governo coloca Polícia Federal à disposição para investigar morte de vereadora

A polícia entende que não se trata de um assalto, pois os criminosos fugiram sem roubar nada. A perícia encontrou nove capsulas de tiros no local e, pelo menos cinco deles, atingiram a cabeça da vereadora.

No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas.

O motorista de Marielle foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.

Marielle Franco fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal no Rio de Janeiro. Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora será velado na Câmara dos Vereadores a partir das 11h desta quinta-feira (15) .

* Com informações do jornal O Dia.

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