Filho do ditador africano, o vice-presidente de Guiné Equatorial foi interrogado pela PF no aeroporto de Viracopos
Reprodução/Sapo
Filho do ditador africano, o vice-presidente de Guiné Equatorial foi interrogado pela PF no aeroporto de Viracopos

A Embaixada da Guiné Equatorial divulgou nota nesta segunda-feira (17) em protesto contra a  apreensão de relógios e de dinheiro da comitiva do vice-presidente do país, Teodoro Obiang Mangue, efetuada pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Os itens apreendidos são avaliados em R$ 69 milhões.

O corpo diplomático da Guiné Equatorial  classificou a ação como uma "violação grosseira da prática diplomática internacional" e prometeu "lavrar nota de protesto formal e oficial junto das instâncias adequados, no sentido de reparar integralmente a situação criada" que, nas palavras da embaixada, teve como obtivo criar "embaraço totalmente gratuito" à comitiva.

"Incompreensivelmente e de forma ilegal o delegado descumpriu os normativos internacionais e nacionais sem qualquer fundamentação, como é sua obrigação", diz a nota da embaixada .

A embaixada garante ainda que a comitiva de Teodoro Obiang Mang, filho do ditador Teodoro Obiang, que comanda o país há quase 40 anos, "não cometeu nenhuma infração ou irregularidade".

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"[A comitiva] foi vítima do desacerto entre duas autoridades políticas e administrativas brasileiras, que só pode ser atribuído ao período de campanha eleitoral que se vive neste momento", continua a nota.

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Apreensão dos bens do vice-presidente da Guiné Equatorial

Relógio cravado de diamantes é um dos apreendidos pela PF com a comitiva da Guiné Equatorial
Reprodução
Relógio cravado de diamantes é um dos apreendidos pela PF com a comitiva da Guiné Equatorial

A ação que motivou o protesto da embaixada guinéu-equatoriana se deu na noite da última sexta-feira, quando os agentes da Receita e da Polícia Federal encontraram com a comitiva de  Teodoro Obiang Mang cerca de US$ 1,5 milhão (em torno de R$ 6,3 milhões), R$ 55 mil (em reais), além de 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões (o equivalente a R$ 63 milhões). Somados, os bens chegam a somar R$ 69 milhões, não havendo sido declarados à Receita Federal. 

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Um secretário da Embaixada da  Guiné Equatorial  explicou à Polícia Federal que o filho do ditador do país veio ao Brasil para realizar um tratamento médico, e que o dinheiro em uma das malas seria utilizado em missão oficial em Singapura, para onde seguirá viagem.

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