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Arqujivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao todo, 237 foram denunciados pelo esquema com contas bancárias; as prisões acontecem em seis estados

A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, prenderam, na manhã desta segunda-feira (17), 29 pessoas, por suspeita de participação em uma quadrilha responsável por furtar mais de R$ 30 milhões de contas bancárias em um ano.

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A ação faz parte da segunda fase da Operação Open Doors, que investiga uma quadrilha nacional especializada em crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro. Os mandados estão sendo cumpridos em seis estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, além do Rio de Janeiro. Ao todo, 237 foram denunciados pelo esquema com contas bancárias .

Espera-se que sejam cumpridos 43 mandados de prisão e mais de 40 de busca e apreensão em seis estados do País. A primeira fase dessa operação foi desencadeada em agosto de 2017.

Uma das fraudes aplicadas pelo grupo é o envio aleatório de e-mails e mensagens de texto por meio de aparelhos de celular a milhares de pessoas. Nessas mensagens, os remetentes eram identificados como sendo de instituições bancárias e pediam para que os clientes atualizassem suas senhas clicando em um endereço específico na internet.

Ao clicar nesses endereços, as vítimas eram direcionadas a websites com programas capazes de capturar informações de contas e senhas, que permitiam à quadrilha retirar quantias dessas contas de forma fraudulenta.

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Um outro golpe do grupo causava prejuízos ainda maiores segundo o Ministério Público –chegando a R$ 500 mil em alguns casos. Nesses casos, era realizada uma ligação telefônica para potenciais vítimas. Os fraudadores se faziam passar por funcionários de bancos para obter dados pessoais. 

"Os integrantes da organização adotaram mecanismos para camuflar a origem ilícita do produto de seus crimes econômicos, na figura típica conhecida como lavagem de dinheiro , por meio da utilização de ‘laranjas’ na compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais e para a ocultação de patrimônio", diz nota do MP.

"Eles possuíam um grupo especializado para abordar pessoas jurídicas e, dessas contas, eles conseguiam arrecadar maiores valores", destacou à TV Globo o delegado Ronaldo Brito, delegado da 90ªDP (Barra Mansa).

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Os acusados do esquema que envolvia e subtraía o dinheiro de contas bancárias de terceiros costumavam esbanjar riqueza. Por conta disso, muitas vezes, eles aplicavam as quantias subtraídas em imóveis e carros de luxo. Aliás, dezenas dessas pessoas identificadas na investigação eram usadas como 'laranjas' para a compra de apartamentos e casas.

* Com informações da Agência Brasil.

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