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Eleição deste domingo ocorreu em razão da cassação do ex-governador e de sua vice por arrecadação ilícita de recursos para a campanha de 2014

Votação para eleger novo governador de Tocantins está marcada para dia 24 de junho, após eleição ir para segundo turno
Jr./ ASICS/ TSE
Votação para eleger novo governador de Tocantins está marcada para dia 24 de junho, após eleição ir para segundo turno

A eleição suplementar para governador no Tocantins realizada neste domingo (3) terá segundo turno entre Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho (PR).

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A eleição deste domingo ocorreu em razão da cassação do ex-governador do  Tocantins Marcelo Miranda (MDB) e de sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha de 2014. A nova votação está marcada para o dia 24 de junho.

Mauro Carlesse obteve 30,3% dos votos do estado, enquanto Vicentinho (PR) ficou com 22,2%. Entre os demais candidatos, Carlos Amastha (PSB) alcançou 21,4%, Kátia Abreu (PDT) 15,6% e Márlon Reis (Rede), chegou a 9,9%.

Mauro Carlesse disputou o pleito representando uma coalizão formada pelo PHS, DEM, PRB, PP, PPS, PMN e PTC. Paranaense, fez carreira como empresário no ramo agropecuário no estado. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo PTB.

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Poder econômico

Vicentinho representa chapa formada pelo PR, PPL, PROS, Solidariedade e PMB. Ele é senador pelo estado desde 2011. O político ficou em terceiro lugar nas eleições de 2010, mas assumiu uma cadeira na casa com a cassação de Marcelo Miranda (MDB) naquele pleito. Ele foi prefeito de Porto Nacional, deputado estadual, governador e deputado federal.

Por ser presidente da Assembleia Legislativa do estado, Carlesse assumiu o governo interino após a cassação de Marcelo Miranda (MDB). O político foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico ao ter obtido empréstimo de R$ 1,5 milhão de seu irmão. Os recursos teriam sido repassados para campanha de forma não declarada, prática conhecida como “caixa 2”.

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Miranda e sua vice, Cláudia Lélis, foram inocentados pelo Tribunal Regional Eleitora (TRE). Em março, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, pela perda do mandato do então governador do  Tocantins e de sua vice. Em outra votação, os ministros definiram que a vacância deveria ser imediata.

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