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Câmara dos Deputados
Irmã e mulher da vereadora Marielle Franco em homenagem à vereadora na Câmara dos Deputados

A irmã e a mulher da vereadora Marielle Franco (PSOL) , assassinada no dia 14 de março no Rio de Janeiro, estiveram na homenagem prestada a ela na Câmara dos Deputados, em Brasília. Elas discursaram aos deputados e aos presentes no plenário nesta quinta-feira (22).

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“A Marielle se transformou em algo muito maior, ela virou um símbolo de esperança”, disse Mônica Benício , viúva da vereadora. “A voz dela não pôde ser calada com a morte do corpo dela”, defendeu.

Mônica também cobrou das autoridades uma solução para o crime. “As autoridades não devem só a mim a satisfação do que aconteceu com a minha mulher, porque isso não vai trazer ela de volta. Devem ao mundo o respeito e a satisfação do que aconteceu nesse crime bárbaro”, afirmou.

Irmã da vereadora, Anielle denunciou a onda de notícias falsas difamando a memória de Marielle. “Muita coisa está sendo dita que não é verdade”, disse.

Notícias falsas e ataques

Desde a tarde de quinta-feira (15), quando o corpo da vereadora e do motorista Anderos Gomes eram velados na Câmara Municipal do Rio, milhares de comentários inundavam a página do PSOL na internet com críticas ao partido e a atuação da vereadora assassinada.

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“Agora vocês não querem defender bandidos, né? Agora provem do próprio veneno! Pena só tenho do motorista que morreu em ter culpa nenhuma”, comentou o internauta Bruno Cesar, em uma publicação do partido que lamentava a morte de Marielle e Anderson .

Outro comentarista, Pedro Amorim ironizou a defesa que o partido faz dos direitos humanos e as críticas da vereadora à violência policial nas favelas cariocas. “Acho que os assassinos merecem uma segunda e até terceira chance! São vítimas da sociedade!”, debochou, em uma notícia que o partido postou sobre o velório da vereadora.

Outro caso que chamou a atenção foi o da desembargadora Marilia Castro Neves, que usou suas redes sociais na internet para difamar a vereadora.

Em um comentário em sua página no Facebook, a desembargadora afirmou que Marielle “não era apenas uma lutadora”, que estaria “engajada com bandidos”, tendo sido “eleita pelo Comando Vermelho [facção criminosa carioca]”. Os supostos “fatos” elencados pela juíza, contudo, são comprovadamente falsos, o que motivou o PSOL a entrar com uma ação contra Marilia no CNJ.

Frente a isso, o corregedor Nacional de Justiça, João Otavio de Noronha, determinou a abertura de uma investigação para tratar do comportamento da desembargadora.

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