Eike Batista, de 60 anos, foi preso antes mesmo de chegar ao saguão de desembarque pelos agentes da PF
Reprodução/Globo News - 30.01.2017
Eike Batista, de 60 anos, foi preso antes mesmo de chegar ao saguão de desembarque pelos agentes da PF

O empresário Eike Batista chegou ao presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por volta das 11h15 da manhã nesta segunda-feira (30).  Ele foi preso pela Polícia Federal depois de desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, às 10h.

Eike Batista , de 60 anos, foi preso antes mesmo de chegar ao saguão de desembarque pelos agentes da PF. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

Em um carro da PF, o empresário foi levado do aeroporto ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Por volta das 11h desta segunda, o carro da PF saiu do IML em direção ao presídio Ary Franco, onde chegou às 11h15 e está preso preventivamente, sem data para sair.

Entrevista no aeroporto americano

Em entrevista à Rede Globo, ainda no aeroporto norte-americano, antes de embarcar, Eike afirmou que estava retornando ao Brasil para responder à Justiça “como é meu dever. Tem que mostrar o que é... ajudar a passar as coisas a limpo (sic)”.

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O repórter indagou sobre a especulação de Eike ir para Alemanha, questionamento negado pelo acusado. “Eu venho sempre a Nova York, a trabalho”, justificou. Ao ser perguntado sobre sua inocência, Eike se limitou a dizer que está à disposição da Justiça.

"Eu tô (sic) me entregando. é o meu dever", afirmou Eike Batista. "Eu vou mostrar como é que são as coisas. Simples assim", encerrou.

Foragido

Na última quinta, a PF tentou deter o empresário em sua casa, no Rio de Janeiro, mas ele não estava lá. Os advogados informaram que Eike viajou a trabalho para Nova York e que voltaria ao Brasil para se entregar. A Polícia Federal o considerou foragido e, em cooperação, a Interpol incluiu seu nome na lista de captura internacional.

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O nome de Eike Batista apareceu na semana passada no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, fase da Lava Jato, sobre propinas pagas por grandes empreiteiras a partidos e políticos para obter contratos da Petrobras. Em 2012, o empresário chegou a ser considerado o homem mais rico do Brasil, além de ter chegado ao topo dos mais ricos do mundo pela Forbes, ficando em sétimo lugar.

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