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Empresário estava foragido desde a semana passada; Eike, que já foi o brasileiro mais rico do mundo, será preso pela PF na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato, por esquema com ex-governador Sergio Cabral

Reprodução/TV Globo
"Eu estou à disposição da polícia", diz Eike Batista, durante embarque dos EUA ao Rio de Janeiro

O empresário Eike Batista, incluído na lista de procurados pela Interpol e que já tem um mandado de prisão expedido pela Polícia Federal brasileira, embarcou na noite deste domingo (29), no Aeroporto John F. Kennedy, de Nova York, em um voo da American Airlines com destino ao Rio de Janeiro. A previsão de chegada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão é às 10h30.

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Eike Batista , de 60 anos, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso. O empresário estava foragido desde a última quinta-feira (26).

Eike Batista foi considerado o homem mais rico do Brasil e, em 2012, o sétimo mais rico do mundo pela revista Forbes.

Na última quinta, a Polícia Federal tentou deter o empresário em sua casa, no Rio de Janeiro, mas ele não estava lá. Os advogados informaram que Eike viajou a trabalho para Nova York e que voltaria ao Brasil para se entregar. A Polícia Federal o considerou foragido e a Interpol incluiu seu nome na lista de captura internacional.

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O nome de Eike Batista apareceu na semana passada no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, fase da Lava Jato, sobre propinas pagas por grandes empreiteiras a partidos e políticos para obter contratos da Petrobras.

Entrevista no aeroporto

Em entrevista à Rede Globo, dentro do aeroporto norte-americano, Eike afirmou que está voltando ao Brasil para responder à justiça “como é meu dever. Tem que mostrar o que é... ajudar a passar as coisas a limpo (sic)”.

O repórter indagou sobre a especulação de Eike ir para Alemanha, questionamento negado pelo acusado. “Eu venho sempre a Nova York, a trabalho”, justificou. Ao ser perguntado sobre sua inocência, Eike se limitou a dizer que está à disposição da Justiça.

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"Eu tô (sic) me entregando. é o meu dever", afirmou Eike Batista. "Eu vou mostrar como é que são as coisas. Simples assim", encerrou.