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Empresário teve mandado de prisão decretado pela Justiça, mas está no exterior; ele é acusado de pagar propina ao ex-governador Sérgio Cabral

Policiais fizeram buscas nesta quinta-feira (26) na casa do empresário Eike Batista, na zona sul do Rio de Janeiro
Tânia Rego/Agência Brasil - 26.1.2017
Policiais fizeram buscas nesta quinta-feira (26) na casa do empresário Eike Batista, na zona sul do Rio de Janeiro

O empresário Eike Batista, que teve mandado de prisão preventiva decretado nesta quinta-feira (26) pela Justiça Federal do Rio de Janeiro , foi colocado na lista de difusão vermelha da Interpol, destinada a pessoas foragidas que estejam fora de seu país de origem. O pedido de inclusão no cadastro foi feito pela PF (Polícia Federal).

Na manhã de hoje, a PF cumpriu mandados de prisão preventiva e de condução coercitiva durante a Operação Eficiência, que é um desdobramento da Lava Jato. Como Eike Batista não foi encontrado pelos agentes, foi considerado foragido. Os advogados do empresário chegaram a dizer que ele iria se entregar, o que ainda não aconteceu.

A assessoria de imprensa da PF informa que, como a possibilidade de Eike se entregar não se concretizou, a corporação pediu à Justiça brasileira a inclusão do nome dele na lista internacional de procurados. A Polícia Federal afirma que o pedido foi aceito pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e já foi encaminhado e aprovado pela Interpol.

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A Interpol possui duas listas de difusão vermelha, uma pública, na qual qualquer pessoa pode acessar pela internet, e uma privada, que é restrita às autoridades de segurança. Ainda de acordo com a PF, o nome do empresário foi colocado no cadastro privado. Com isso, as polícias ao redor do mundo estão avisadas sobre o mandado de prisão expedido no Brasil e, em caso de encontrarem o foragido, irão mandá-lo para território brasileiro.

A equipe do iG solicitou à Justiça Federal do Rio de Janeiro o pedido de inclusão do nome do empresário na lista internacional de procurados. Entretanto, foi informado que o processo está em sigilo judicial e que, por esse motivo, não poderia atender ao pedido.

Histórico

O empresário, que já foi considerado como o homem mais rico do Brasil, é acusado de pagar propina para conseguir facilidades em contratos com o governo, quando o governador era Sérgio Cabral (PMDB) – que está preso desde novembro do ano passado e teve novo pedido de prisão preventiva decretado nesta quinta-feira . Eles são investigados pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa.