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Homem de 69 anos passou mal dentro de um avião que ia de Amsterdã a Buenos Aires; problema cardíaco fez o passageiro morrer em Curitiba

Avião da KLM seguiu voo em direção a Buenos Aires horas após o pouso de emergência em Curitiba
Divulgação
Avião da KLM seguiu voo em direção a Buenos Aires horas após o pouso de emergência em Curitiba

Um passageiro do voo KL701 da companhia aérea KLM morreu na manhã desta quarta-feira (18) após passar mal dentro do avião que viajava de Amsterdã, na Holanda, a Buenos Aires, na Argentina.

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Segundo a Infraero, o comandante do avião solicitou um pouso de emergência na região Metropolitana de Curitiba e a aeronave pousou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, no Paraná. No entanto, o passageiro não resistiu.

O avião pousou no aeroporto localizado em São José dos Pinhais às 6h52 desta quarta-feira. Todos os procedimentos de emergência foram seguidos, porém a morte do passageiro de 69 anos foi registrada às 7h30. A vítima morreu por problemas cardíacos.

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Às 9h04 desta quarta, o avião da KLM seguiu voo em direção a Buenos Aires. A nacionalidade e a identidade do passageiro não foi revelada.

Como o corpo reage dentro de um avião?

Mortes como a do passageiro da KLM nesta quarta-feira reacendem o debate sobre como o corpo humano funciona dentro de um avião.

O organismo passa por um processo de adaptação durante a viagem aérea. Isso porque apesar de controlar internamente a baixa temperatura registrada na área externa à aeronave, todo avião é preparado para controlar a pressão a qual seus passageiros serão submetidos.

Fora da aeronave, o avião voa a uma pressão muito alta, extremamente acima da do nível do mar. Dentro do avião, essa pressão é reajustada para se assemelhar à da Cidade do México, que é alta, mas adequada ao corpo humano.

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Para um passageiro saudável, um voo costuma não causar enjoos ou qualquer outro problema de readaptação. No entanto, um passageiro que não está em sua melhor forma física pode sentir os efeitos de um voo com mais facilidade.

Além de uma menor oxigenação do sangue, para se manter em um ambiente hipobárico (com ar rarefeito), observa-se no corpo humano um aumento das frequências cardíaca e respiratória para que possamos nos adaptar ao ambiente interno de um avião.