Médico Francisco Cardoso Alves na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy
Médico Francisco Cardoso Alves na CPI da Covid

Nesta sexta-feira, 18,  a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve dois médicos apoiadores do "tratamento precoce" com o uso medicamentos não comprovados cientificamente contra a infecção pelo novo coronavírus. Francisco Cardoso Alves defendeu que a postura de Jair Bolsonaro de defesa da cloroquina atrapalhou o trabalho médico no Brasil durante a pandeia. Assista ao vivo:

"Eu acho que atrapalhou a ação e a reação, o ato e a reação ao ato. Eu gostaria que fosse [apenas] a medicina, o meu paciente, eu e é isso. Porque, no frigir dos ovos, quem vai ser responsável pelo desfecho não vai ser o presidente e nem o governador, nenhuma autarquia e nenhum coletivo escondido em nenhuma sociedade, vai ser eu", afirmou Cardoso Alves.

E completou: "Ele [o presidente Bolsonaro] segurou essa medicação [a cloroquina] na mão, mas deixou de segurar todas as outras 18. E todas elas estão sofrendo reação. Eu queria fazer o pedido para vocês despolitizarem o assunto, porque, em última instância, quem se prejudica é o eleitor de todo o mundo, é o povo brasileiro", declarou. 

Francisco Cardoso Alves e  Ricardo Ariel Zimerman, que também depõe nesta sexta à CPI, assinaram uma nota técnica do Ministério Público Federal (MPF) de Goiás com recomendações para o uso da cloroquina para os pacientes da região. Cientificamente, já foi comprovado que ainda não existe "tratamento precoce" para a infecção pelo novo coronavírus.

Ciro Nogueira (PP-PI), senador da base governista, defende a presença dos médicos na comissão. Através do se requerimento, Ciro argumenta que "Francisco Eduardo Cardoso Alves, além da qualificação acadêmica citada anteriormente, possui ampla experiência na área clínica em doenças infectocontagiosas, parasitárias e tropicais (consultório, ambulatório, enfermaria, emergência e terapia intensiva), e como médico intensivista plantonista em hospitais de doenças infecciosas, tanto da rede pública quanto privada."

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