
O segundo turno da eleição, agendado para este domingo (25), vai ser de tempo instável, com previsão de muita chuva nos principais colégios eleitorais do país.
A previsão indica instabilidades para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por outro lado, no Norte e no Nordeste, o predomínio vai ser de sol e tempo firme.
Segundo os meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidades, inclusive, de pancadas fortes, passageiras e isoladas.
Este cenário está associado à atuação de áreas de baixa pressão, além da formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul.
O sistema ainda deve organizar uma frente fria, ampliando ainda mais as condições para chuva, principalmente no centro-sul do país.
Sendo assim, o domingo de eleição será de chuvas concentradas no centro-sul do Brasil. Por outro lado, no Norte e Nordeste, o dia vai ser de sol, tempo seco e temperaturas elevadas, com possibilidade de chuvas isoladas.
Veja a previsão por região para este domingo (25):
Sul
Neste domingo, na região Sul, as condições indicam ocorrência de chuvas, com tempestade de maior intensidade entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná.
Parte da região está sob um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. O alerta é válido para o norte e leste do Paraná, no leste de Santa Catarina e no nordeste do Rio Grande do Sul. O aviso inclui as três capitais da região.
Ainda segundo o Inmet, as temperaturas ficam baixas em toda a região, inclusive com sensação térmica de ainda mais frio, por conta da atuação dos ventos.
Sudeste
Também vai haver instabilidades no decorrer de todo o domingo de eleições no Sudeste. O Inmet informou que há aviso meteorológico indicando condições de severidade para a parte mais ao leste do estado de São Paulo, incluindo região metropolitana, e no sul de Minas Gerais.
No Rio de Janeiro, a previsão indica chuva com trovoadas ao longo do dia. A condição também é válida para o Triângulo Mineiro, região central de Minas Gerais, e em áreas do oeste e sul do Espírito Santo.
Grande parte da região também está sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades válidas.
Ainda segundo o Inmet, somente o norte de Minas Gerais fica fora da área do aviso, porém, há possibilidade de chuvas isoladas nessas áreas.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, de acordo com a previsão, há condição de pancadas de chuva em todos os estados. As áreas de maior severidade ficam em grande parte do Mato Grosso do Sul, no sul do Mato Grosso e em Goiás.
Nesses pontos há chance de trovoadas, rajadas de vento e até queda de granizo pontual.
Por outro lado, as temperaturas máximas ao longo do dia passam dos 40°C em áreas do Mato Grosso.
Porém, no decorrer do domingo, com o avanço da nebulosidade e das chuvas, as temperaturas caem e, no Mato Grosso do Sul, as mínimas podem chegar a 10°C.
Norte
No Norte, as condições de tempo devem variar na região. A previsão indica pancadas de chuvas acompanhadas de trovoadas em pontos isolados, inclusive em algumas capitais como Manaus, Belém e Palmas.
Por outro lado, o sol deve predominar em grande parte dos municípios ao longo do dia.
Sendo assim, as temperaturas máximas da região, na área entre o Amazonas e o Pará, os termômetros devem passar dos 40°C.
Nordeste
Para a região Nordeste, a previsão indica predomínio de sol em quase toda a região. Ainda assim, há chance de chuvas fracas e isoladas ao longo do litoral.
Em boa parte do estado da Bahia, as instabilidades devem aumentar e há chance de pancadas de chuvas.
Porém, o calor é forte em toda a região, com máximas de até 41°C no oeste da Bahia e no norte do Piauí.
Impacto em abstenção
De acordo com os meteorologistas da Metsul, existem estudos científicos que relacionam chuva e o comparecimento às urnas.
Os estudos mostram que a dificuldade de acesso aos locais de votação pode ser provocada por condições ambientais extremas.
Sendo assim, os cientistas identificam uma associação entre a precipitação e a redução da participação eleitoral, indicando que o mau tempo pode afastar principalmente eleitores menos propensos a comparecer.
Mesmo assim, não tem como garantir que o impacto da chuva no número de abstenções.
Um dos principais obstáculos para avaliar esta influência, segundo o Metsul, é a carência de estudos específicos e de cruzamentos sistemáticos entre dados eleitorais e meteorológicos.
Isso faz com que seja dificultada a identificação da relação entre municípios atingidos por chuva intensa e as taxas de abstenção superiores às de localidades com tempo seco.
O nível da motivação do eleitor também é um fator que dificulta qualquer análise.