
Foragido há oito meses, João Ricardo Mendes, dono da extinta agência de viagens Hurb (Ex-Hotel Urbano), teve a revogação da prisão preventiva negada pela Justiça. A informação é do jornal O GLOBO.
Após ter fracassado na alegação de que o réu não poderia ser preso por sofrer de grave patologia mental, a defesa argumentou, em um novo pedido, que o crime do qual ele é acusado foi cometido sem violência ou grave ameaça.
O juiz, porém, manteve a prisão e relembrou o histórico de João Ricardo. Em janeiro deste ano, ele descumpriu as medidas cautelares ao tentar embarcar em um voo no aeroporto de Jericoacoara, no Ceará, com um documento falso e a tornozeleira descarregada.
Ao acusado já foi deferida a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas, tendo o mesmo as descumprido, inclusive tendo saído do Estado sem autorização judicial, com utilização de documento falso e monitoramento eletrônico descarregado. Após esta ocorrência, foi novamente decretada sua prisão preventiva, sendo que, até o presente momento, esta não foi cumprida, estando o acusado foragido desde então. Assim, os motivos que ensejaram a decretação da prisão cautelar do acusado encontram-se hígidos, o que recomenda, por ora, a manutenção da medida excepcional juiz Daniel Werneck Cotta, da 32ª Vara Criminal do Rio.
Acusado de furto
Além de ter causado um prejuízo milionário a milhares de clientes que compraram pacotes de viagens e não conseguiram viajar, João Ricardo responde por furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo.
Isso porque o empresário furtou uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.
No dia seguinte, segundo a acusação, ele teria levado outros dois quadros, um iPad e a carteira do dono do escritório Duda Porto Arquitetura, localizado no Casa Shopping.