
A nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança no primeiro turno, com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 31%. A diferença entre os dois candidatos é de cinco pontos percentuais.
Na sequência estão Augusto Cury (Avante), com 7%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% cada; e Romeu Zema (Novo), com 1%.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de setembro, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Lula mantém liderança no primeiro turno
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 7 de setembro, Lula manteve os 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro passou de 29% para 31%, reduzindo de sete para cinco pontos a distância entre os dois.
Augusto Cury oscilou de 8% para 7%. Renan Santos e Ronaldo Caiado avançaram de 3% para 4%, enquanto Zema passou de 2% para 1%.
Os demais candidatos registraram 0% ou não pontuaram no levantamento.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados foram:
- Lula (PT): 36%
- Flávio Bolsonaro (PL): 31%
- Augusto Cury (Avante): 7%
- Renan Santos (Missão): 4%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Samara Martins (UP): 0%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Indecisos: 10%
- Branco, nulo ou não vai votar: 7%
Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula no segundo turno
O cenário mais significativo da pesquisa aparece na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, enquanto Lula registra 40%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em situação de empate técnico.
É a primeira vez desde abril, segundo a série histórica da Quaest, que Flávio aparece numericamente à frente de Lula nesse cenário.
Além dos candidatos, 13% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 5% estão indecisos.
Lula também fica perto de Cury, Caiado e Renan
A pesquisa testou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula.
Contra Augusto Cury, Lula aparece com 38%, enquanto o candidato do Avante tem 36%. Nesse caso, também há empate técnico.
Na disputa entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista registra 41%, contra 39% do governador de Goiás. Os números também configuram empate dentro da margem de erro.
Contra Renan Santos, Lula tem 41%, e o candidato do Missão aparece com 38%.
Já diante de Romeu Zema, Lula abre uma vantagem maior: 45% contra 33%. Nesse cenário, a diferença supera a margem de erro.
Voto de Lula é mais consolidado que o de Flávio
A pesquisa também perguntou aos entrevistados que declararam intenção de votar em algum candidato se a escolha já está definida ou ainda pode mudar.
No total, 73% afirmam que o voto é definitivo, enquanto 27% dizem que ainda podem mudar de candidato.
Entre os eleitores de Lula, o percentual de voto considerado definitivo chega a 80%. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, são 72%.
Augusto Cury aparece com 60% de votos considerados definitivos. Caiado tem 55%, Renan Santos, 53%, e Zema, 36%.
O dado indica que ainda existe espaço para mudanças no cenário eleitoral, principalmente entre os eleitores dos candidatos que aparecem nas posições intermediárias.
Pesquisa espontânea tem 41% de indecisos
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também aparece na frente.
O petista tem 28%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 23%. Augusto Cury aparece com 3%.
Contudo, a diferença é acompanhada por um número elevado de eleitores que ainda não definiram sua escolha, uma vez que 41% estão indecisos na pesquisa espontânea.
Veja os números:
- Lula: 28%
- Flávio Bolsonaro: 23%
- Augusto Cury: 3%
- Outros: 3%
- Indecisos: 41%
- Branco, nulo ou não vai votar: 2%
Em relação à rodada anterior, Lula manteve os 28%, enquanto Flávio avançou de 20% para 23%.
Lula e Flávio têm a maior rejeição
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados nesse quesito, com 55% cada.
Isso significa que 55% dos entrevistados dizem conhecer cada candidato e afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
Lula tinha 53% de rejeição na pesquisa anterior e passou para 55%. Flávio manteve os mesmos 55%.
Entre os demais nomes, Caiado registra 42% de rejeição, seguido por Zema, com 40%; Renan Santos, com 30%; e Augusto Cury, com 26%.
A rejeição pode ser um fator importante na disputa, principalmente em uma eventual segunda etapa da eleição, quando os candidatos precisam ampliar seus eleitorados para além de suas bases mais fiéis.
Aprovação de Lula permanece em 43%
A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre a avaliação do governo Lula.
A aprovação permanece em 43%, enquanto 50% dizem desaprovar o trabalho do presidente. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Os números são iguais aos registrados na pesquisa anterior.
Na avaliação da administração federal, 32% consideram o governo positivo, 27% avaliam como regular e 38% classificam como negativo. Outros 3% não souberam ou não responderam.
A avaliação negativa oscilou dentro da margem de erro em relação à rodada anterior, enquanto a avaliação positiva passou de 34% para 32%.
O que a pesquisa mostra sobre a eleição de 2026
Os números da Quaest indicam, neste momento, uma disputa mais apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, Lula continua liderando com cinco pontos de vantagem. No entanto, Flávio avançou dois pontos em relação ao levantamento anterior e aparece numericamente à frente de Lula na simulação de segundo turno.
A proximidade entre os dois também aparece no índice de rejeição, de 55% para ambos.
Ao mesmo tempo, uma parcela significativa do eleitorado ainda pode mudar de opinião. Entre os entrevistados que já escolheram um candidato, 27% dizem que a decisão não é definitiva. Na pesquisa espontânea, o número de indecisos chega a 41%.
O cenário ainda pode sofrer alterações até a eleição, especialmente conforme os candidatos ampliem a exposição, apresentem propostas e busquem conquistar eleitores que hoje não têm uma escolha consolidada.