
Um professor da Escola Estadual Dr. Telêmaco Paioli Melges, na Vila San Martin, na cidade de Campinas, em São Paulo, foi afastado das funções após ser acusado de importunação sexual contra alunas de 11 e 12 anos.
O caso provocou revolta entre estudantes da escola e terminou em confusão na noite da última segunda-feira (31). Segundo a Polícia Militar, alunos ameaçaram o professor e danificaram o carro dele. Policiais foram chamados e o docente precisou ser retirado do local.
A Polícia Civil investiga as denúncias por meio da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas.
Pedido durante atividade
A suspeita começou a ganhar repercussão após relatos sobre uma atividade realizada no sábado (29).
De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, o professor teria pedido que alunas ficassem "de quatro", posição considerada inadequada durante a atividade. O episódio envolveu estudantes de 11 e 12 anos.
Após os relatos se espalharem pela comunidade escolar, outros alunos passaram a questionar a conduta do docente.
Alunas e funcionárias também relataram que situações consideradas estranhas já teriam ocorrido anteriormente. Entre os relatos estão falas inadequadas e desenhos obscenos feitos na lousa.
Revolta e confusão na escola
Na noite de segunda-feira, estudantes teriam ameaçado o professor e danificado o veículo dele.
A Polícia Militar foi acionada para controlar a situação e retirou o docente da escola. Ele foi levado posteriormente à delegacia para o registro da ocorrência.
Responsáveis por alunos e funcionários da unidade também foram ouvidos durante os primeiros procedimentos da investigação.
O caso agora é apurado pela Polícia Civil como suspeita de importunação sexual.
Professor foi afastado
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que instaurou um processo administrativo para investigar a conduta do profissional.
Dependendo do resultado da apuração, o professor poderá sofrer penalidades administrativas, incluindo a exoneração.
Em nota, a pasta afirmou que lamenta o ocorrido e repudia qualquer forma de assédio, dentro ou fora do ambiente escolar.
A gestão da escola também registrou boletim de ocorrência e acompanha o caso junto ao Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP).
Segundo a Seduc, uma das estudantes envolvidas recebe acompanhamento de um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas.
A Unidade Regional de Ensino Campinas Leste está à disposição da comunidade escolar e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro e respeitoso para estudantes e profissionais. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Investigação continua
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso é investigado pela 2ª DDM de Campinas.
Como a investigação está em andamento e envolve menores de idade, detalhes sobre os depoimentos e possíveis provas não foram divulgados.
O nome do professor também não foi informado pelas autoridades.