Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Rafael Furuyama, de 23 anos e Marcos Alberto Furuyama, 58, eram mãe, filho e pai e foram encontrados mortos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Rafael Furuyama, de 23 anos e Marcos Alberto Furuyama, 58, eram mãe, filho e pai e foram encontrados mortos

Uma família  foi encontrada morta dentro de um apartamento trancado pelo lado de dentro, no bairro Água Verde, em Curitiba. Uma faca e um canivete foram achados no local, e os investigadores aguardam resultados das perícias para tentar entender o que aconteceu.

A descoberta se deu na tarde desta terça-feira (25), quando a Polícia Civil (PCPR) foi acionada por um representante do condomínio para verificar a situação do apartamento, onde estavam os corpos de Rafael Furuyama, de 23 anos, Marcos Alberto Furuyama, 58, e Claudia Hitomi Shimada Furuyama, 57.

Eles eram pai, mãe e filho. Colegas de Claudia, que era médica de Unidade Básica de Saúde (UBS) em Araucária, na região metropolitana, foram até o apartamento após constatarem que ela não comparecia há dias no trabalho.

As armas brancas estavam nas vestimentas de um dos corpos. Segundo o delegado da PCPR, Ivo Viana, ainda restam muitas dúvidas sobre o que aconteceu. Contudo, o delegado destaca que, conforme a cena, não parece ter acontecido uma grande briga na casa.

Não haviam objetos quebrados, móveis ou objetos desalinhados, sangue ou sinais evidentes de luta. O delegado também afirma que a porta estava trancada pelo lado de dentro, sendo necessário acionar um chaveiro para entrar.

Lá no local, a gente basicamente consegue limitar, se é que foi uma briga, que é um episódio que aconteceu em dois cômodos, que é onde estavam os corpos Ivo Viana, delegado da PCPR


Até o momento, o último contato que alguém de fora do caso teve com a família se deu entre Claudia e uma amiga, que foi entregar uma encomenda no apartamento, mas não subiu ao local, no domingo (23).

O principal objetivo inicial é descobrir se mais alguém esteve no apartamento, ou se a dinâmica do possível crime ocorreu exclusivamente entre os familiares no apartamento.

Ainda conforme delegado Viana, se sabe que o imóvel foi levado a leilão e que um oficial da justiça teria ido ao local intimar a família, o que sugere que existia uma dívida.

Outros familiares ainda serão formalmente ouvidos nesta quarta (26). Eles estavam a caminho de Curitiba, vindos de Marília (SP).

Relatos dos vizinhos à PCPR também descartam anormalidades, seja no movimento da moradia ou por gritos, pedidos de socorro. Com isso, a principal hipótese é que tenha sido um episódio isolado entre a família.

As investigações devem prosseguir para esclarecer o que aconteceu por meio de exames periciais e de imagens de câmeras de segurança, além da escuta a outros familiares.

É uma série de dúvidas, questionamentos, que a gente só vai poder afirmar quando a gente tiver o resultado da prova técnica, dos exames periciais Ivo Viana, delegado da PCPR


Nota de pesar da Prefeitura de Araucária

A Prefeitura Municipal de Araucária (PR), onde Claudia trabalhava, publicou uma nota de pesar sobre o caso e a morte da médica, que trabalhava como pediatra da UBS CSU. Leia na íntegra abaixo:

“A Prefeitura de Araucária manifesta profundo pesar pelo falecimento de Claudia Hitomi Shimada Furuyama, profissional da saúde do Município, que atuava na UBS CSU.

Neste momento de tristeza, a Prefeitura se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade que conviveu com Doutora Claudia, desejando força e conforto para enfrentar esta perda.

Sua dedicação à saúde pública e o trabalho realizado junto à população de Araucária deixam uma importante lembrança entre todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la”.



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