
Cinco das 23 vítimas do acidente entre carreta e micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva (PR) foram identificadas pelas equipes de perícia no Paraná. O acidente aconteceu em Ipiranga (PR), por volta das 03h30, na BR-373.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), há identificação de:
- Willieny Brandt Marconato, 32 anos
- Elisabeth do Rocio Malaquias Rodrigues, 54 anos
- Miriam Vieira Magalhães, 50 anos
- Nelson Luiz Bronguel, 61 anos
- Valderi Stadler, 47 anos
- Azelia Grisoski Stadler, 75 anos
Liane Biernet, 56 anos
A entidade também informou que os trabalhos de identificação seguem em andamento, e que os nomes serão informados à medida que os procedimentos forem realizados pelas polícias Científica e Civil do Paraná.
Um laudo emitido pela PRF e avaliado pela Polícia Científica vai confirmar a dinâmica do acidente. Até o momento, se sabe que houve uma batida de frente, com indícios de que o caminhão entrou na contramão.
Equipamento do caminhão não tinha pleno funcionamento
De acordo com o Coronel Hudson Leoncio Teixeira, Secretário de Segurança Pública, o acidente deixou 13 mulheres, 8 homens e duas crianças mortas. Três pessoas sobreviveram.
Dentre elas, duas foram levados ao Hospital Regional de Londrina (PR) e uma, que é criança, ao Hospital da Criança de Ponta Grossa (PR).
Ainda, o tacógrafo do caminhão possivelmente apresentava falhas, de acordo com o Chefe da Delegacia da PRF de Ponta Grossa, Berteli.
Ele estava aferindo, mas não estava em pleno funcionamento Chefe da Delegacia da PRF de Ponta Grossa, Berteli.
O mecanismo registra a velocidade no tempo e deslocamento do veículo. As equipes constataram que ele não tinha pleno funcionamento no momento da colisão.
Ainda segundo o inspetor, existe a possibilidade do caminhoneiro ter dormido no momento do acidente. Ele complementa que, no momento da batida, não existiam más condições climáticas, como chuva ou neblina.
Força-tarde e apoio aos familiares
Conforme Coronel Hudson Leoncio Teixeira, Secretário de Segurança Pública do Paraná (SESP), psicólogos e defensores públicos foram disponibilizados para orientarem e atenderem aos familiares das vítimas.
Os psicólogos irão trabalhar em conjunto com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) no suporte às famílias, que ainda chegam para as identificações.
Além disso, uma força-tarefa foi mobilizada para ajudar na resolução do caso, desde especialistas em perícia para dar celeridade ao caso, até psicólogos e defensores públicos.