
Um bebê dado como morto apresentou sinais vitais momentos antes de ser levado ao velório. Ele havia nascido de forma prematura e teve uma parada cardiorrespiratória. As informações são da EPTV.
O caso foi registrado em Rio Claro, no interior de São Paulo, e começou no dia 15 de julho, um mês após o nascimento da criança. Noah Gabriel da Cruz Santos foi declarado morto após ficar internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa.
Cerca de duas horas depois da constatação do óbito, o neném apresentou sinais vitais e foi identificado pela funcionária da funerária que iria realizar o velório e sepultamento.
Após perceber que Noah estava com vida, a mulher acionou a equipe médica.
O caso gerou grande repercussão. Segundo a mãe da criança, Letícia Cristina da Cruz Santos, a morte de Noah havia sido confirmada também pelo pai.
Enquanto a gente estava dentro da sala, ele teve outra parada (cardiorrespiratória). É aí que ela (médica) tentou por 45 minutos reanimar ele e infelizmente, ele não voltou. Quando foram 17h17, a gente recebeu a notícia do luto e aí a gente entrou de volta na UTI. Meu esposo foi até o berço onde ele estava e contemplou que realmente ele tinha falecido. Ele já estava todo roxo, já estava durinho, meio rígido." Letícia Cristina da Cruz Santos
Após a morte, eles incitaram o procedimento para realizar o velório do bebê e acionaram a funerária. Após perceberem que a criança estava com vida, o hospital chamou a família para retornar à unidade.
Nove horas da noite, o telefone tocou pra gente por aparecer no hospital, e meu marido ficou sem entender e falou pra moça no telefone várias vezes 'moça mas eu já sei do acontecido, eu já fiz tanto procedimento', e ela falava 'não, eu preciso que vocês venham até aqui'. Aí, depois de muito que ela insistia, a gente foi. Chegando lá, a gente contemplou o nosso milagre, o meu filho estava vivo. Na hora em que vimos, ficamos sem reação, não sabíamos o que fazer, e ela (equipe médica) levou nós até ele. Letícia Cristina da Cruz Santos
O relato da mãe foi compartilhado em um vídeo nas redes sociais. Veja:
No vídeo, Letícia também informou que não houve negligência por parte da equipe médica e do hospital. Ela também explicou que, em todo o tempo em que a criança estava internada, ela foi bem tratada.
Não houve negligência. Todos os dias que o Noah ficou dentro daquele hospital, ele foi bem tratado. As meninas tinham um carinho enorme por ele. Como disse a médica para mim hoje, ele ganhou vários padrinhos, várias madrinhas, que todo mundo ficou apaixonado, e eu não tenho o que reclamar, porque ele foi bem tratado, ele foi bem cuidado e eu vi inclusive a hora do acontecido." Letícia Cristina da Cruz Santos
Após o caso, Noah foi transferido para dar continuidade ao tratamento especializado no Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru.
A transferência aconteceu no último dia 17 de julho. A vaga já era aguardada pela família antes do incidente.
Entenda o caso
Noah Gabriel da Cruz Santos nasceu prematuro no dia 15 de junho, em Rio Claro, no interior de São Paulo.
A criança veio com uma malformação congênita que provoca uma abertura no céu da boca, conhecida como fenda palatina. A condição compromete a alimentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário.
Sendo assim, após o parto, ele foi internado na UTI Neonatal da Santa Casa. No dia 15 de julho, um mês após o nascimento, a família de Noah aguardava uma transferência para cirurgia em um hospital especializado.
Neste dia, o estado de saúde do bebê piorou e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.
No final da tarde, foi constatado o óbito de Noah. Cerca de duas horas após a constatação, a funcionária da funerária, que a família havia solicitado, percebeu sinais de vida na criança.
A funcionária avisou o hospital imediatamente. Noah foi reavaliado e voltou para receber os cuidados na UTI.
No dia 17 de julho, o bebê foi transferido para o tratamento especializado.