
O ditador deposto Nicolás Maduro deixou o Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, em Nova York, na manhã desta segunda-feira (5). Uma comitiva transportou Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos, em Caracas, no último sábado (3), ao Tribunal Federal em Manhattan, onde uma audiência está prevista para às 14 h de hoje.
Além dele, a esposa, Cilia Flores, seguiu para o local sob escoltada de agentes da Drug Enforcement Administration (Administração de Repressão às Drogas - DEA).
Acusações
Nicolás Maduro enfrenta quatro acusações principais no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, baseadas em denúncias de 2020 e atualizadas em 2026.
As imputações, segundo o governo norte-americano, incluem narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA, posse de metralhadoras e conspiração para posse de armas e dispositivos destrutivos durante crimes de tráfico de drogas.
Para os promotores do Distrito Sul de Nova York, CíliaFlores colaborou com Maduro no tráfico de cocaína entre 2004 e 2015, usando escoltas militares e grupos armados como os "colectivos".
Conforme a justiça norte-americana, eles teriam ordenado sequestros, espancamentos e assassinatos contra devedores ou rivais no narcotráfico. Ademais, ela é acusada de fornecer proteção a traficantes em troca de lucros.
As prisões
Nicolás Maduro e Cilia Flores foram presos em uma operação militar dos Estados Unidos, em 3 de janeiro de 2026, no Forte Tiuna, em Caracas. Por volta das 3h, o casal foi retirado da residência. Na ocasião, eles foram algemados e tiveram os olhos e ouvidos cobertos.
Após procedimentos na DEA, Maduro e Flores foram encaminhados ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC) no Brooklyn.