O corpo de Jefferson Terra Pinto, de 33 anos, foi liberado pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, de Lisboa, e deve ser enviado ao Brasil neste sábado.
Arquivo pessoal
O corpo de Jefferson Terra Pinto, de 33 anos, foi liberado pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, de Lisboa, e deve ser enviado ao Brasil neste sábado.

O corpo de Jefferson Terra Pinto, de 33 anos, foi liberado pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, de Lisboa, e deve ser enviado ao Brasil neste sábado. O brasileiro morreu espancado na madrugada de domingo em frente a uma boate situada no Parque das Nações, na capital portuguesa. A família da vítima pretende fazer o velório e o sepultamento no domingo, no Rio de Janeiro.

A advogada Tatiana Ourique, representante da família de Jefferson, disse que o brasileiro se desentendeu com um homem de nacionalidade romena dentro da boate. A vítima tinha ido ao estabelecimento para se divertir com amigos.

“O estrangeiro esta solto, porém tem que se apresentar a PSP [Polícia de Segurança Pública] diariamente para assinar o livro e não pode frequentar bares após meia noite. Lamentável, se fosse no Brasil, estaria aguardando o julgamento preso” disse a advogada.

O brasileiro se envolveu em uma briga com um outro estrangeiro, acabou expulso da casa noturna e morreu do lado de fora da boate após ser agredido. A polícia portuguesa informou que a vítima caiu no chão e o suspeito continuou a agredi-la "com pontapés na cabeça".

“Ele era um cara muito gente boa, todo mundo gostava dele, ajudava todo mundo, era muito querido por toda família e amigos, muito trabalhador, um cara do bem. Ele vem de uma família humilde, foi atrás de uma vida melhor, para ele e sua família, para dar uma boa vida para o seu filho. O sentimento é de muita tristeza e muita dor” disse Alessandro dos Santos Pinto, de 23 anos, sobrinho da vítima, em entrevista ao GLOBO.

Jefferson chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de São José , na capital portuguesa. O suspeito foi preso em flagrante após o crime e tinha uma audiência de custódia marcada para segunda-feira, mas a defesa do brasileiro ainda não tem notícias do desfecho do procedimento na Justiça de Portugal.

Vaquinha

A família do brasileiro viabilizou o traslado do corpo para o Brasil com ajuda de uma vaquinha online. A campanha de arrecadação tinha meta de levantar R$ 30 mil mas, até o momento, conseguiu apenas R$ 16 mil. Os parentes de Jefferson se endividaram com cartões de crédito para conseguir pagar os custos do envio dos restos mortais ao Rio.

"Infelizmente nosso grande amigo/irmão, foi assassinado bem longe de nós, sem chance de defesa e sozinho em outro país (Portugal) onde ele foi buscar seu sonho, teve a vida tirada pela violência e repentinamente deixou sua família (filho, mãe e esposa) e amigos com uma dor de saudade enorme, e nós precisamos da ajuda de vocês para trazer o corpo dele no translado para executar o sepultamento aqui no Brasil com a mãe dele presente, família e amigos darem o último adeus", diz o texto da vaquinha.

Jefferson era carioca e cresceu na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Ele vivia em Lisboa com a mulher e o filho. Em entrevista ao "Voz das Comunidades", a irmã da vítima, Geane Terra, disse que a família não tem dinheiro para pagar o traslado e, por esse motivo, resolveu iniciar a arrecadação.

O Itamaraty informou, em nota, que "permanece à disposição para prestar a assistência cabível aos familiares do nacional brasileiro, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local".

"O traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos", acrescenta o Itamaraty.

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