Papa Francisco
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O papa Francisco afirmou nesta quarta-feira (9) que "não há um direito de morrer " e que é preciso não confundir os cuidados paliativos dados para pessoas doentes que já não tem mais tratamentos que as salvem com uma assistência ao suicídio.

"Precisamos estar atentos para não confundir isso [cuidados paliativos] com derivas inaceitáveis que levam à matar. Precisamos acompanhar a morte, mas não provocar a morte ou ajudar em qualquer forma de suicídio. Lembro que sempre deve ser privilegiado o direito ao tratamento e ao tratamento para todos, para que os mais fracos, em particular os idosos e os doentes, não sejam descartados", afirmou aos fiéis.

Segundo o líder católico, "a vida é um direito, mas a morte não é e ela deve ser acolhida, mas não administrada". "E esse princípio ético atinge todos, não apenas cristãos ou pessoas que tenham crenças", acrescentou.

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Para o Pontífice, há duas questões que "para nós cristãos permanecem de pé", sendo que a primeira é que "não podemos evitar a morte e, propriamente por isso, após fazer tudo o que é humanamente possível para curar a pessoa doente, resulta como imoral envolver-se em uma obstinação terapêutica".

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"A segunda consideração atinge a qualidade da morte em si, da dor, do sofrimento. De fato, precisamos ser gratos por toda a ajuda que a medicina está se esforçando em nos dar para que, através dos chamados cuidados paliativos, cada pessoa que se aproxima de viver a última parte da própria vida, possa fazê-la da maneira mais humana possível", pontuou.

Ainda sobre os idosos, Jorge Mario Bergoglio destacou que não é possível aceitar quem "acelera a morte" desses grupos.


"Tantas vezes se vê, em uma parte social específica, que os idosos que não têm meios recebem menos medicamentos do que têm necessidades e isso é desumano. Forçá-los para a morte não é humano, não é cristão. Os idosos devem ser cuidados como tesouros da humanidade, são a nossa sabedoria. Por favor, não isolem os idosos, não acelerem a morte deles", disse ainda aos fiéis.

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