Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite


O governo federal só divulgou os números de desmatamento recorde na região da Amazônia na semana passada após o fim da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) . Mas para o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, não faria diferença levar esses índices para a COP26 que ocorreu em Glasgow, na Escócia.


"De qualquer forma, seria irrelevante divulgarmos esse número durante o evento. O objetivo da conferência não era apontar as fragilidades dos países", declarou nesta segunda-feira (22). "Vamos eliminar o desmatamento ilegal até 2028 e a criminalidade na região amazônica. Temos capacidade de fazer isso", acrescentou, segundo o jornal O Globo.


Além disso, Leite voltou a negar que houve omissão por parte do governo. Ele diz que só teve conhecimento da situação no dia em que ela foi divulgada, na última quinta-feira (18).

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Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que a  área desmatada na Amazônia aumentou 22% entre agosto de 2020 e julho de 2021. No entanto, o relatório tinha como data o dia 27 de outubro, antes do início da COP, no dia 31, o que levantou a possibilidade de que o governo já tinha conhecimento do cenário.



Em meio a isso, ao se pronunciar, o ministro disse que o governo vai atuar "de forma contundente" para combater os índices que chamou de "inaceitáveis". "Vamos ter mais recursos e mais homens. Com certeza seremos muito mais contundentes para eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia", anunciou.

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