Carlos Lupi, presidente do PDT, e Ciro Gomes, candidato à presidência pelo partido
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Carlos Lupi, presidente do PDT, e Ciro Gomes, candidato à presidência pelo partido

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira que Ciro Gomes continuará como pré-candidato do partido à Presidência da República. O ex-ministro havia anunciado, na quinta-feira de manhã, que estava  suspendendo sua pré-candidatura após membros da sigla na Câmara votarem a favor da PEC dos Precatórios. Segundo Lupi, a escolha de Ciro como postulante ao Palácio do Planalto é "irreversível".

"A candidatura é irreversível. Isso já foi definido pelo partido". Disse Lupi, completando: "Ele fez um gesto ontem contrário à votação do partido em relação a PEC. Mas estamos conversando com cada um para que a bancada vote contra a proposta [no segundo turno da votação]."

Com uma bancada de 24 deputados, 15 pedetistas votaram a favor da PEC, defendida pelo governo federal. O apoio foi fundamental para que a proposta fosse aprovada, com uma margem estreita de apenas quatro votos a mais que o mínimo necessário, de 308. Ao anunciar que estava suspendendo sua pré-candidatura, Ciro disse que não poderia "compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas".

Lupi disse que conversa com os deputados federais do partido para que a maioria da bancada mude sua posição no segundo turno da votação na Câmara. O presidente do PDT explicou ainda que sabia que havia uma negociação do líder do partido, Wolney Queiroz (PE), com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para que a sigla apoiasse a PEC. Ele, no entanto, afirmou que não tinha conhecimento de que a bancada havia decidido votar a favor da proposta.

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Na noite de ontem, Queiroz reagiu às ameaças de Ciro retirar sua candidatura e afirmou que deputados do partido haviam almoçado com Lupi e falado sobre as tratativas em torno da PEC.

"Eu tinha ciência de que isso estava acontecendo, mas não sabia qual era a decisão. Uma coisa é ter conhecimento, outra coisa é aprovar.", disse o cacique da legenda ao GLOBO.

Na quinta-feira, Lupi apresentou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cancelar a votação da PEC na Câmara sob justificativa de que Lira feriu o regimento interno da Casa ao autorizar que 23 parlamentares, que estavam em viagem, votassem remotamente. Ele classificou o ato como "um cheque em branco que a Câmara deu a Lira e ao profeta da Ignorância", fazendo referência ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Lupi espera que até segunda-feira o relator da ação no STF já esteja definido.

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