Presidente alegou que age
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Presidente alegou que age "dentro das quatro linhas da Constituição"

O presidente Jair Bolsonaro está visitando sua cidade natal, Eldorado (SP), visitando sua mãe de 94 anos , mesmo assim não deixou de falar do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo o mandatário, não se trata de uma "revanche" e está dentro "das quatro linhas da Constituição".

"Eu fiz tudo dentro das quatro linhas da Constituição. Engraçado, quando eu entro com uma ação no Senado fundada no artigo 52 da Constituição, o mundo cai na minha cabeça. Quando uma pessoa, com um inquérito do fim do mundo, me bota lá, ninguém fala nada. Não é revanche, cada um tem que saber o teu lugar. Só podemos viver em paz e harmonia se cada um respeitar o próximo e saber que tem um limite, e o limite é nossa Constituição", disse ele.

A ação foi assinada por Bolsonaro enquanto presidente da República, e não como cidadão comum. O documento encaminhado por Bolsonaro foi recebido pelo chefe de gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

"Todos os incisos do artigo 5º da Constituição, cumpri todos. Não tem nenhum ato meu fora dessas quatro linhas", acrescentou o mandatário.

Apesar da fala de Bolsonaro, juristas veem  inconsistências no texto da Advogacia-Geral da União (AGU)  e alertam que não há a chance de o pedido feito por Bolsonaro ser deferido quanto ao mérito dos crimes de responsabilidade supostamente cometidos por Moraes.

Hoje,  10 ex-ministros da Justiça e da Defesa de governos anteriores assinaram um manifesto solicitando que o Senado descarte a ideia de destituição do ministro.


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