Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Agência Senado
Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) , disse nesta quarta-feira que é preciso que haja a reunião entre os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), que foi desmarcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux , em resposta aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à Corte e às eleições.

"Precisamos restabelecer a lógica do diálogo, que é um pilar da Democracia. O mais importante é restabelecer o diálogo entre os poderes", afirmou o senador na saída de uma reunião com Fux na sede do Supremo.

O senador ficou reunido com o presidente do Supremo por 45 minutos. O encontro ocorre em meio às declarações de Bolsonaro de que irá enviar ao Senado pedidos de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

"É fundamental e muito importante que esse diálogo aconteça sistematicamente. Fiz um pedido para o ministro Luiz Fux para que possamos restabelecer esse diálogo inclusive com o Executivo. Havíamos estabelecido uma reunião entre os Poderes, eventualmente com o procurador-geral da República, que é importante que esteja no diálogo, e essa reunião acabou sendo cancelada. E é muito importante que se restabeleça esse contato.", afirmou Pacheco.

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Segundo Pacheco, tanto ele quanto Fux concordaram que "radicalismo e o extremismo são muito ruins para o Brasil e são capazes de derrotar a Democracia".

O presidente do Senado também disse ver com cautela o uso de pedidos de impeachment, que, na avaliação dele "não podem ser banalizados". No sábado, Bolsonaro escreveu em uma rede social que iria levar ao Senado pedidos de impedimento dos dois ministros do Supremo que têm sido alvos de constantes ataques por parte do chefe do Executivo.

"A formulação de pedidos de impeachment cabe a quem deva apreciar e julgar a decisão e isso será feito dentro da rotina do Senado. Mas impeachment, nós temos que der uma responsabilidade grande com isso porque ele não pode ser banalizado", afirmou Rodrigo Pacheco.

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