Wilson Witzel, governador afastado do Rio de Janeiro
Reprodução/Tv Alerj
Wilson Witzel, governador afastado do Rio de Janeiro

O governador afastado do Rio de Janeiro , Wilson Witzel , chorou nesta quarta-feira (7) ao pedir a palavra antes de começar o interrogatório no Tribunal Especial Misto (TEM), durante julgamento do seu processo de impeachment. 

Ele lembrou ter escolhido Edmar Santos para ocupar a Secretaria de Saúde, o ex-secretario não dava indícios de ter histórico de corrupção, como foi constatado depois na investigação que revelou um esquema de corrupção na saúde Estadual. Em seu discurso prévio, Witzel se emocionou:

"Fui servidor público e militar da Marinha de Guerra. São 35 anos de vida publica movida pelo sentimento de lealdade e amor. O que estão fazendo com a minha familia é muito cruel. Deicidi deixar a magistratura por um ideal. Prometi que a saúde do Rio seria exemplar, mas infelizmente o secretario (Edmar Santos) não acreditava", afimou Witzel.

Ele lembra que Edmar Santos, que prestou depoimento mais cedo, foi condecorado pela Alerj com a medalha Tiradentes e que o ex-secreatário era considerado uma "pessoa boa" pelos deputados da casa. Segundo ele, quando procurou por profissionais para ocuparem a secretaria, buscou por alguns profissionais, dentre eles Edmar, que, afirmou Witzel, nao indicava ter um colchão na sua casa com R$ 8 milhões.

"Quem pagou isso?"

"Da onde apareceu esse dinheiro? Foi pago a ele como propina pelo pagamento de serviços prestados no Pedro Ernesto. Quem pagou isso? O patrão dele, o Edson Torres. É sempre assim. Fulano pediu dinheiro no meu nome. Foram duas buscas e apreensões na minha casa e o que acharam?", pergunta o depoente.

Segundo Witzel, os repasses de Edson Torres para Edmar Santos eram movimentações exclusivas dos dois, e que por isso desconhecia do esquema.

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Mais cedo, minutos antes do depoimento do ex-secretário Edmar Santos, que é ouvido em sigilo pelo Tribunal Especial Misto (TEM), Witzel disse que havia uma organização criminosa agindo dentro da secretaria de Saúde. Segundo ele, o desvio de recursos não foi comprovado, mas é preciso ouvir todos os participantes do esquema:

"Havia uma organização criminosa agindo na Saúde do estado do Rio de Janeiro, na sombra, e nos depoimentos do Edson Torres e nos depoimentos do Edmar, eu identifiquei, e hoje isso será explorado aqui, quem efetivamente é o chefe da organização criminosa. Não foi ouvido ainda um dos participantes dessa organização criminosa, que segundo depoimento do Edson Torres, essa pessoa, Zé Carlos, foi apresentado ao Edmar para que ele fizesse parte dessa distribuição de caixinha".


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