A Guerra Fria estava em seu auge - e só viria a acabar sete anos depois, com a queda do Muro de Berlim, na Alemanha
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A Guerra Fria estava em seu auge - e só viria a acabar sete anos depois, com a queda do Muro de Berlim, na Alemanha

Depois da entrevista coletiva, às 18h, daquele 9 de novembro de 1989, um dos fatos históricos mais importantes da humanidade aconteceu: a queda do Muro de Berlim. Foi o início de uma nova era em que alemães orientais deixaram de ser proibidos de sair do lado comunista. Em busca de liberdade, alguns chegaram a morrer.

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Sim, porque depois que o muro foi construído, começaram as tentativas de fuga. Havia quem tentasse pular em meio ao arame farpado, ou se arriscar a cruzar o rio Spree, bem como escalar prédios próximos para ser resgatado do outro lado. Além disso, escavaram túneis para escapar, um deles feito a partir da ideia de um grupo de estudantes.

Os relatos históricos dão conta de que, pelo menos, 140 pessoas foram mortas no muro antes dele ser derrubado, há 30 anos. A primeira morte foi a de Ida Siekmann, em 22 de agosto de 1961. Ela quis pular em direção à liberdade, na Bernauer Strasse, a partir do terceiro andar.

Menina de três anos deixa flores em parte do antigo muro de Berlim
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Menina de três anos deixa flores em parte do antigo muro de Berlim

 O início da destruição do muro foi uma festa em que as pessoas começavam a escalar a construção para derrubá-la. Outras, cantavam e dançavam lá do alto, comemorando o fim do regime autoritário e que significou a abertura da Alemanha ao capitalismo, deixando de submeter à União Soviética .

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Mas mesmo depois de reunificada, a Alemanha continua com feridas abertas, em busca de respostas. Há relatos de alemães que temem a volta do nacionalismo, que pode abalar a democracia. Portanto, ainda existem desafios a serem enfrentados em busca da tolerância, diversidade e liberdade.

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A construção do Muro do Berlim

Foto de 13 de agosto de 1961 mostra militares da Alemanha Oriental removendo blocos  no leste de Berlim
AP
Foto de 13 de agosto de 1961 mostra militares da Alemanha Oriental removendo blocos no leste de Berlim

 A construção do muro implicou uma descomunal logística que não passou despercebida pela espionagem ocidental, como evidenciam documentos que datam de 1961 e foram revelados recentemente.

Em meio a suspeitas, em agosto daquele ano, o chefe de Estado da Alemanha comunista Walter Ulbricht afirmava que ninguém tinha a intenção de construir um muro. Hoje, cinco décadas mais tarde, historiadores se perguntam o que estava por trás da declaração de Ulbricht, feita um mês e meio antes de Berlim amanhecer dividida.

Que a Alemanha comunista pretendia "garantir" a fronteira era sabido, assim como também era que a divisão entre os setores leste e oeste de Berlim era o principal corredor para fugir à Alemanha capitalista.

Desde 1945, 3,5 milhões de cidadãos germânico-orientais haviam deixado a RDA em direção à República Federal da Alemanha (RFA). Nos primeiros seis meses de 1961, o número de foragidos chegava a 200 mil.

Enquanto Ulbricht pronunciava seu desmentido, nos arredores de Berlim se armazenavam quilômetros de aramados fabricados em ritmo vertiginoso, toneladas de blocos de concreto, tijolos e cimento, como documentou uma reportagem da rede de televisão pública ARD transmitida nos últimos dias.

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Até a queda do Muro de Berlim há várias histórias e detalhes como a que milhares de soldados das forças de segurança da RDA levavam semanas treinando para operações que começaram apenas no dia 13 de agosto com o fechamento das estações de metrô e das ferrovias.

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