Aos 70 anos, Erasmo Carlos mantém fama de mau no Rock in Rio

Ao lado de Arnaldo Antunes, cantor tocou versões sujas e pesadas de antigos sucessos e fez um dos melhores shows do festival

Augusto Gomes, enviado ao Rio de Janeiro |

Mesmo aos 70 anos, Erasmo Carlos continua merecendo a fama de mau. Seu show no Rock in Rio provou isso: acompanhado de Arnaldo Antunes no palco Sunset, o Tremendão fez um show de rock sujo e pesado. Sua versão de "Quero Que Tudo Vá Para o Inferno", por exemplo, foi quase heavy metal, tanto que muita gente só reconheceu a música quando chegou a hora do refrão.

Na primeira parte da apresentação, no entanto, Erasmo foi quase um coadjuvante de Arnaldo Antunes. Os dois começaram o show juntos, cantando "Iê Iê Iê" e "Essa Mulher", duas músicas de Arnaldo. Depois Erasmo deixou o palco e Arnaldo continuou sozinho por quatro músicas - a melhor delas, a ótima versão roqueira de "Judiaria", de Lupicínio Rodrigues.

Quando Erasmo voltou, a dupla cantou "Televisão" (que Arnaldo recuperou do repertório de sua ex-banda, Titãs), "Sou uma Criança, Não Entendo Nada" e "Jogo Sujo". Então foi a vez do Tremendão ficar sozinho no palco e mostrar toda a sua ousadia. Começou com a nova "Kamasutra", faixa de seu recém-lançado disco "Sexo", deixando parte do público corada com as referências sexuais da letra.

Daí em diante, só clássicos: "Quero Que Tudo Vá Para o Inferno", "É Proibido Fumar" e "Festa de Arromba". E, com Arnaldo Antunes de volta ao palco, um final apoteótico com "Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo". O público, satisfeitíssimo com o rock de Erasmo, ainda pediu um bis, mas ele e Arnaldo não voltaram. Uma pena, pois esse foi um dos melhores shows do Rock in Rio.

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