Líder sírio será responsabilizado se tiver usado armas químicas, diz Obama

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Durante visita a Israel, presidente diz que EUA investigam informações sobre suposto uso desse armamento na Síria na terça e diz duvidar de que oposição seria autora do ataque

O presidente Barack Obama disse nesta quarta-feira que os EUA estão investigando se armas químicas foram usadas na Síria, acrescentando, porém, que vê com "profundo ceticismo" as alegações do regime do presidente Bashar Assad de que as forças rebeldes estavam por trás do suposto ataque.

Terça: Síria e rebeldes trocam acusações de 'ataque químico'; EUA negam alegações

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, e premiê israelense, Benjamin Netanyahu, são vistos durante coletiva em Jerusalém

Agosto: Obama diz que Síria cruzará 'linha vermelha' se usar armas químicas

Na terça, o governo sírio e os rebeldes trocaram acusações de uso de armas químicas em um ataque que, segundo Damasco, deixou 31 mortos e mais de cem feridos. Mas Obama sugeriu que é mais provável que, se esse tipo de armamento foi usado, o governo sírio esteja por trás do ataque.

"Sabemos que o governo sírio tem a capacidade de lançar ataques químicos", disse Obama. "Sabemos que há aqueles no governo sírio que expressaram sua intenção de usar armas químicas se necessário para proteger a si mesmos. Vejo com profundo ceticismo qualquer alegação de que a oposição usou tais armamentos. Todos que conhecem os fatos sobre os estoques químicos da Síria, assim como as capacidades do governo sírio, questionariam essas alegações."

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"Assim que estabelecermos os fatos, já deixei claro que o uso de armas químicas mudaria o jogo", disse Obama em uma coletiva com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele disse, porém, que não anunciaria quais serão os próximos passos em relação ao conflito enquanto essa investigação está em andamento. Mas ele indicou sua declaração de agosto de que o uso de armas químicas pela Síria seria uma "linha vermelha" para os EUA.

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"Quando há armas que podem causar uma devastação potencial e mortes em massa e se dá permissão para que o gênio saia da garrafa, depara-se com a possibilidade de haver cenas potencialmente mais horrorosas do que as que já vimos na Síria. E a comunidade internacional tem de agir em relação a essa informação adicional", afirmou.

"Deixamos claro que o uso de armas químicas contra a população síria seria um erro sério e trágico", disse Obama.

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Segundo Netanyahu, os dois líderes discutiram a questão síria durante uma reunião privada prévia. Ele disse que os dois países compartilham o objetivo de evitar que o arsenal de armas da Síria caiua nas mãos de terroristas.

Obama afirmou que os EUA compartilham das preocupações de que as armas possam ser transferidas para grupos como o libanês Hezbollah e usadas contra Israel. "O regime de Assad deve entender que será responsabilizado pelo uso de armas químicas ou por sua transferência a terroristas", disse.

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