Apoiadores do presidente egípcio realizaram manifestações em frente ao prédio da Corte neste domingo. Juízes afirmam sofrer 'pressões psicológicas e materiais'

Reuters

Protestos de islâmicos aliados ao presidente Mohamed Morsi forçaram a Suprema Corte do Egito a suspender seus trabalhos indefinidamente neste domingo. A decisão intensifica o conflito entre alguns dos principais juízes do país e o chefe de Estado.

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Disputa: Cortes egípcias suspendem trabalhos em protesto contra decreto

Apoiadores de Morsi realizaram protesto neste domingo em frente ao prédio da Suprema Corte egípcia
AP
Apoiadores de Morsi realizaram protesto neste domingo em frente ao prédio da Suprema Corte egípcia


A Suprema Corte disse que não irá se reunir até que seus juízes possam trabalhar "sem pressão psicológica e material", dizendo que manifestantes tinham impedido que os juízes chegassem ao prédio do tribunal.

Centenas de apoiadores a Morsi tinham protestado do lado de fora do tribunal durante à noite, momentos antes da sessão que deveria examinar a legalidade do Senado a definição do esboço de uma nova constituição, ambos sob controle de islâmicos.

Os casos representam uma ameaça legal aos esforços de Morsi para por fim a uma crise iniciada em 22 de novembro com um decreto que temporariamente expandiu seus poderes e motivou protestos em todo o Egito.

A decisão da Suprema Corte de suspender suas atividades, no entanto, não deve ter qualquer impacto imediato nos planos de Morsi de ter a nova Constituição sendo alvo de um referendo nacional em 15 de dezembro .

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