Corte do Egito anuncia greve por tempo indeterminado após "sofrer pressões"

Apoiadores do presidente egípcio realizaram manifestações em frente ao prédio da Corte neste domingo. Juízes afirmam sofrer 'pressões psicológicas e materiais'

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Protestos de islâmicos aliados ao presidente Mohamed Morsi forçaram a Suprema Corte do Egito a suspender seus trabalhos indefinidamente neste domingo. A decisão intensifica o conflito entre alguns dos principais juízes do país e o chefe de Estado.

Presidente egípcio marca referendo sobre nova Constituição para o próximo dia 15

Disputa: Cortes egípcias suspendem trabalhos em protesto contra decreto

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Apoiadores de Morsi realizaram protesto neste domingo em frente ao prédio da Suprema Corte egípcia


A Suprema Corte disse que não irá se reunir até que seus juízes possam trabalhar "sem pressão psicológica e material", dizendo que manifestantes tinham impedido que os juízes chegassem ao prédio do tribunal.

Centenas de apoiadores a Morsi tinham protestado do lado de fora do tribunal durante à noite, momentos antes da sessão que deveria examinar a legalidade do Senado a definição do esboço de uma nova constituição, ambos sob controle de islâmicos.

Os casos representam uma ameaça legal aos esforços de Morsi para por fim a uma crise iniciada em 22 de novembro com um decreto que temporariamente expandiu seus poderes e motivou protestos em todo o Egito.

A decisão da Suprema Corte de suspender suas atividades, no entanto, não deve ter qualquer impacto imediato nos planos de Morsi de ter a nova Constituição sendo alvo de um referendo nacional em 15 de dezembro .

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