Oposição, porém, diz que presidente da Síria foi para cidade litorânea de Latakia após ataque que matou integrantes de alto escalão do governo

Uma autoridade do governo da Síria afirmou nesta quinta-feira que o presidente Bashar Al-Assad continua em Damasco, mesmo após um ataque que matou integrantes de alto escalão de seu governo. A oposição, porém, afirmou que Assad deixou a capital e foi para a cidade litorânea de Latakia.

De acordo com a autoridade, que não quis ser identificada e foi ouvida pela agência EFE e pelo diário libanês As Safir, o presidente foi a seu escritório em Damasco normalmente nessa quinta-feira.

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Assad, sua mulher e seus três filhos não apareceram em público desde o ousado ataque de quarta-feira que matou seu cunhado e duas outras importantes figuras da Defesa em Damasco.

Uma autoridade da oposição que não quis ser identificada disse que Assad comanda a resposta do governo sírio a partir de Latakia, mas não soube informar se o presidente deixou Damasco antes ou depois do ataque de quarta-feira.

"Nossa informação é que ele está em seu palácio em Latakia e que ele pode estar lá há alguns dias", disse a autoridade.

O palácio, que já foi usado no passado por Assad para realizar reuniões oficiais, está localizado em montanhas perto da cidade, onde fica o principal porto da Síria. Várias cidades na província de Latakia são habitadas por membros da seita alauíta, de Assad, que é minoria no país.

As forças do regime sírio intensificaram suas operações um dia após o ataque, que matou o ministro da Defesa, o general Dawoud Rajiha; o vice-ministro deste departamento e cunhado de Assad, o general Assef Shawkat; e o assistente presidencial Hassan Turkmani.

Trata-se do maior ataque contra o regime pelos rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS), que reivindicaram o atentado, desde o início das revoltas na Síria, em março de 2011.

Com EFE e Reuters

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