Após mortes de ministros, Síria reforça ataques contra rebeldes em Damasco

Paradeiro de Assad é incerto enquanto forças de segurança combatem na capital, um dia após atentado que matou três autoridades de alto escalão

iG São Paulo | - Atualizada às

Forças de segurança da Síria usaram helicópteros e armamentos pesados para reforçar os ataques contra rebeldes em Damasco nesta quinta-feira, um dia depois de um atentado ter matado três integrantes de alto escalão do governo do presidente Bashar Al-Assad.

O paradeiro de Assad, sua mulher e seus três filhos, que não foram vistos em público desde o ataque, é incerto . Enquanto fontes oficiais asseguram que ele continua em Damasco, a oposição afirma que ele deixou a capital e está em seu palácio na cidade litorânea de Latakia.

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De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, as forças do governo estão usando metralhadoras e morteiros em combates contra rebeldes em vários bairros da capital. Muitos moradores de Mezzeh fugiram após a região ser cercada por tropas e franco-atiradores se posicionarem em telhados.

Os ativistas do Observatório disseram que os rebeldes danificaram um helicóptero e destruíram três veículos militares.

O major general Robert Mood, chefe dos 300 observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) enviadas ao país para monitorar um cessar-fogo que nunca de fato entrou em vigor, disse que a missão não está funcionando. “Me dói dizer, mas não estamos no caminho para a paz na Síria”, afirmou, durante entrevista em Damasco.

O comentário foi feito no momento em que o Conselho de Segurança da ONU se prepara para uma votação que vai decidir se renova ou não o mandato da missão observadora, que expira na sexta-feira. Mood afirmou que os monitores “se tornarão relevantes quando o processo político decolar”.

O atentado de quarta-feira foi o mais duro golpe contra o governo de Assad desde o início da revolta popular, em março de 2011. O governo americano afirmou que o ataque mostra que o presidente sírio está “perdendo o controle” da Síria.

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O ataque matou o ministro da Defesa, general Dawoud Rajiha, o vice-ministro deste departamento e cunhado de Assad, general Assef Shawkat, e o assistente presidencial Hassan Turkmani, que já foi ministro da Defesa.

Também ficaram feridos o ministro do Interior, Mohammed Shaar, e o major Hisham Ikhtiar, que chefia o Departamento de Segurança Nacional. A TV estatal síria disse que a situação de ambos é estável.

Os rebeldes assumiram a responsabilidade pelo ataque dizendo ter tido como alvo uma sala onde as autoridades estavam reunidas. Funcionários dos serviços de segurança disseram que muitos outros participantes da reunião de alto nível ficaram feridos na explosão e foram levados ao hospital Al-Shami, da capital.

Os últimos grandes ataques contra figuras do governo e prédios governamentais aconteceram no início dos anos 1980, quando membros da Irmandade Muçulmana da Síria travavam uma guerra de guerrilha para derrubar o pai e antecessor de Assad, o presidente Hafez Assad.

Com AP, EFE e Reuters

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