Casa Civil sai em defesa de Orlando Silva

Gleisi Hoffmann se diz satisfeita com explicações até agora. Ministro, porém, irá ao Congresso se defender e ainda está ameaçado

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Agência Brasil
Ministro do Esporte, Orlando Silva
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, saiu hoje em defesa do ministro Orlando Silva (Esporte), alvo de denúncias de corrupção. “O governo está satisfeito como o ministro tem respondido às acusações e, por isso, demonstra solidariedade a ele”, disse Gleisi, por meio de sua assessoria.

Gleisi e Orlando se reuniram no fim da noite de ontem. Também participou do encontro o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A ministra negou, porém, que o ministro do Esporte foi “convocado”. Segundo ela, a conversa serviu para se obter mais dados sobre o caso.

Os ministros aprovaram a decisão de o ministro ir ao Congresso Nacional se defenser. De acordo com a liderança do PC do B ( partido de Orlando ), ele deve prestar depoimento em uma das comissões da Câmara ou do Senado. Se não houver mais denúncias e o desempenho de Orlando, ele fica no cargo. 

O ministro já deu uma série de entrevistas. Ele teve de cancelar sua agenda em Guadalajara (México), onde assistia aos Jogos Pan-Americanos, para se defender das denúncias. 

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Segundo reportagem da revista “Veja” deste fim de semana, Orlando recebeu propina de até 20% de organizações não-governamentais que tinham convênios para prestação de serviços ao Ministério do Esporte. A pasta é comandada pelo PC do B desde 2003. Orlando ocupou várias secretárias na pasta e está no comando do ministério desde abril de 2006.

A acusação partiu do policial militar do Distrito Federal João Dias Ferreira. "Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia dinheiro na garagem”, disse o policial à Veja. Ontem, por meio de um blog, ele ratificou as denúncias e xingou Orlando de “bandido".

Dono de uma das entidades, o policial foi candidato a deputado distrital pelo PC do B em 2006. No ano passado, Ferreira foi preso junto com mais cinco pessoas pela Operação Shaolin, da Polícia Federal, que identificou fraudes e desvios de recursos do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.

A presidenta Dilma Rousseff está sendo informada periodicamente sobre o caso. Até o momento, o governo não pensa em substituição de Orlando. Ele conta, sobretudo, com o respaldo do seu partido. Em nota, o PC do B-DF nega que Ferreira seja militante do partido.

“João Dias Ferreira somente teve vínculo com a legenda do PC do B nos meses do processo eleitoral de 2006, quando, por sua militância no esporte (Federação de Kung-Fu), teve seu nome apresentado à Convenção Eleitoral do PC do B-DF, que decidiu incluí-lo na relação de candidatos ao cargo de deputado distrital”, diz nota

“Como membro da Polícia da Militar, ele não pode ter filiação partidária, conforme estabelecido pela Constituição Federal. Imediatamente depois do pleito, foi desligado de nosso Partido, conforme a legislação estipula, retornando às suas atividades como policial militar”, complementa.

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