Porta-voz do Corpo de Bombeiros disse que tamanho da área atingida dificulta busca e identificação dos corpos

Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham na localização e remoção dos corpos das vítimas do acidente aéreo que matou o candidato à Presidência da República pelo PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, na manhã desta quarta-feira (13). Os trabalhos no local do acidente, em Santos, ainda devem levar três dias.

Segundo o capitão e porta voz do Corpo dos Bombeiros, Marco S. Palumbo, já foram vistoriadas quatro das 13 residências atingidas na queda do avião, mas a grande área atingida dificulta a busca e a identificação dos corpos.

Até a noite desta quarta-feira, 90% dos destroços e restos mortais já foram recolhidos.

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"Os corpos não foram retirados e estamos tendo essa dificuldade de remoção devido ao tamanho da área atingida. Os corpos estão em estado delicado". Além dos mortos, cinco pessoas ficaram feridas sem gravidade e foram encaminhadas para a Santa Casa de Santos. 

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Pedaços da aeronave se espalharam por treze edificações na região. O acidente aconteceu nesta manhã próximo à rua Vahia de Abreu, no Canal 3, no bairro do Boqueirão. A turbina do avião foi parar no segundo andar de um dos prédios.

Segundo Palumbo, a aeronave caiu nos fundos de uma residência. O capitão do Corpo de Bombeiros ainda disse que aquele era o único local no qual não havia nenhuma edificação construída e que, se o avião tivesse batido em outro lugar, a tragédia poderia ter sido maior. 

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As investigações seguem para descobrir as causas do acidente que matou Eduardo Campo. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grelha, o inquérito deve levar 30 dias. 

Os corpos do candidato, Eduardo Campos, e das seis pessoas que estavam com ele no avião serão encaminhados para a sede do IML, na capital paulista. Uma equipe especializada trabalhará na identificação dos corpos.

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