PR se alia ao PT em São Paulo, mas segue dividido em relação a Dilma

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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A crise entre o partido e a presidente começou quando ela escolheu o ex-senador César Borges (BA) para os Transportes

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Mesmo com a aliança do PR com o PT na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, os republicanos ainda não decidiram se vão apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Na bancada do partido no Senado, onde o PR tem quatro representantes, os petistas já conseguiram uma maioria consolidada em favor da coligação governista. O único reticente entre os senadores é Magno Malta (ES), da bancada evangélica, que tenta convencer os colegas de partido a embarcar em seu sonho presidencial. A situação é mais delicada na Câmara dos Deputados, onde o PR tem 32 representantes. Lá, além dos defensores do apoio a Dilma, há parlamentares mais próximos de Aécio Neves (PSDB) – caso do líder, Bernardo Santana – e até mesmo de Eduardo Campos (PSB).

A crise entre o partido e Dilma começou quando ela escolheu o ex-senador César Borges (BA) como ministro dos Transportes, em abril do ano passado. Apesar de ele ser filiado ao partido, a indicação não passou pelo crivo dos deputados. Mesmo com a dúvida no nível federal, o PR paulista confirmou a aliança em torno da candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes. Pesou a favor dos petistas a disposição para abrir uma vaga na chapa majoritária para o partido. O PR faz parte da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas os tucanos não mostraram disposição para cobrir a proposta. O presidente do PR-SP, Tadeu Candelária, será o primeiro suplente do senador Eduardo Suplicy (PT), que tenta renovar seu mandato. Hoje senador, Antonio Carlos Rodrigues (PR) assumiu o cargo depois que Marta Suplicy foi nomeada ministra do Turismo.

Sem “barriga de aluguel”

A entrega da primeira suplência para o PR abriu uma crise entre o PT e o PCdoB, que também cobiçava a vaga. A vontade de Padilha era indicar o médico Claudio Lottenberg, presidente da Conib e recém-filiado ao PR, para seu vice. Mas o partido não quis servir de “barriga de aluguel”.

PMDB tenta buscar mais aliados

Com cada vez menos opções, o PMDB ainda tenta buscar mais partidos para se aliar em São Paulo. Para isso, oferece a vaga na chapa para disputar o Senado. O sonho é atrair o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, mas a alternativa mais realista parece ser o PRB.

Chalita é visto como plano B

Caso não consiga fechar com mais nenhum partido, os peemedebistas tentarão convencer o deputado federal Gabriel Chalita a disputar o Senado. No sábado passado, o PMDB oficializou a candidatura de Paulo Skaf ao governo paulista, com José Roberto Batochio (PDT) como vice.

Estilo bolivariano

O deputado federal Renato Simões (PT-SP) tem usado camisas guayaberas, típicas da região do Caribe, para cumprir agendas menos formais. “Os adversários têm nos chamado tanto de bolivarianos que resolvi aderir ao visual”, brinca. O visual também já foi adotado pelo presidente Lula.

Cara de um, problema do outro

O secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano, foi abordado várias vezes, na convenção do PSDB no sábado, por militantes do partido que imaginavam estar ao lado do ex-deputado Eduardo Azeredo (MG), que renunciou ao mandato por ser réu no chamado mensalão tucano. Há anos, Christiano e Azeredo são confundidos um com o outro. O secretário conta que, certa vez, em Porto Alegre, foi saudado por um presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul como se fosse o então governador de Minas (Azeredo). Christiano quis evitar o constrangimento ao empresário e não revelou quem era Azeredo. Na época, era assessor do ministro da Educação, Paulo Renato (já falecido). Numa convenção tucana em Minas, em 2006, Christiano tirou fotos ao lado de eleitores mineiros. Num evento recente no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, fotógrafos passaram a clicá-lo o tempo todo imaginando ser Azeredo.

“Baixaria. Foi um horror” - Joaquim Barbosa, presidente do Superior Tribunal Federal (STF), sobre xingamentos à presidente Dilma, durante a abertura da Copa

*Com Leonardo Fuhrmann

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