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Criminoso havia participado de um "pancadão" na comunidade Sapolândia, zona leste da capital, e acabou sendo preso pelos PMs durante operação

Os traficantes podem até achar que estão "protegidos" dentro das comunidades da capital paulista. Muitas vezes, eles exercem um poder sobre as pessoas que vivem ali e são obrigadas a responder ao poder paralelo imposto pelo crime. Mas, esses criminosos não terão paz enquanto o Canil da PM estiver nas ruas.

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Droga apreendida pelos Policiais Militares do Canil da PM
Divulgação/PMSP
Droga apreendida pelos Policiais Militares do Canil da PM

Com o efeito surpresa, 15 Policiais Militares e cinco cães, o Canil da PM conseguiu mostrar que a PM do Estado de São Paulo está em todos os lugares onde os criminosos possam tentar espalhar seus braços durante uma ação na zona leste.

"A gente sabia que ali tinha um movimento forte do tráfico de drogas. Montamos uma operação pensada para tentar encontrar o local onde a droga fica escondida. Fechamos a favela da Sapolândia, todas as suas 5 vielas, e começamos uma incursão", revela o Tenente Miranda.

Do pancadão para a detenção

Segundo o Tenente, assim que os PMs fecharam a favela, as equipes começaram a fazer a varredura pelas vielas com os cães. "A patrulha formada pelo Sargento Rodrigo, Cabo Júlio e Cabo Pedro condutor do cão Anúbis estavam por uma viela e logo o cão apontou um barraco que funcionava como uma espécie de depósito e um tipo de refinaria do tráfico", diz o Tenente. 

De acordo com o Policial, o traficante e sua mulher estavam dormindo quando os  PMs chegaram. "Eles tinham participado de um 'pancadão' durante a noite de sexta-feira e nós chegamos de surpresa, não deu tempo de nada. A droga estava escondida pela casa toda, nos armários e caixas. Tinha de tudo e muito dinheiro. O que indica que ele era um dos chefes do tráfico de drogas naquele local", revela o Tenente Miranda.

Com a eficiência do Cão Anúbis, os Policiais conseguiram encontrar três tijolos e meio de Maconha, um tijolo de pasta base, um tijolo de crack, 0,5 tijolo de cocaína, 1.537 invólucros de Maconha, 484 pinos de cocaína, duas balanças de precisão, R$ 9.550 mil, dois rádios comunicadores, além de vasto material para embalar entorpecentes.

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"O homem acabou confessando que fazia o movimento do tráfico na região, ele já tinha outras passagens. Tanto ele quanto a mulher dele foram encaminhados para o 24º Distrito Policial e vão responder por tráfico", afirma o Tenente Miranda.

Betoneira do tráfico

Enquanto o chefe do tráfico era acordado pelo Canil da PM, um de seus 'funcionários' era preso pela equipe formada pelo Cabo L.Monteiro, Soldado Leopoldino e Soldado J.Thiago. "Os nossos homens desconfiaram de um homem que estava por outra viela. Com ele, nós achamos uma pequena quantia de droga, daí colocamos o cão de faro Dilan para trabalhar", conta o Tenente Miranda.

Em frente de onde esse suspeito estava, o cão apontou para uma betoneira que estava fora de uso. "Não teve como esse traficante explicar. Geralmente, o modo que eles trabalham é assim: eles ficam com uma pequena quantidade de droga no bolso e quando acaba, eles pegam mais em um local, que no caso era essa máquina parada", revela o Tenente.

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Dentro da betoneira, os homens do Canil da PM acharam mais drogas, do mesmo tipo que estava no bolso do criminoso. Ao todo, o cão conduzido pelo Cabo L.Monteiro encontrou uma porção grande de maconha, 200 invólucros da mesma droga e 50 tubos de lança perfume. O suspeito também foi encaminhado para o 24º Distrito Policial.

Droga apreendida dentro da betoneira
Divulgação/PM
Droga apreendida dentro da betoneira


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