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Policiais perseguiam suspeito em uma favela na região da Luz, centro de São Paulo, quando ouviram os gritos: "Socorro, socorro. Eu vou ser morto"

As atitudes suspeitas são quase sempre o estopim para uma apreensão da PM. Saber diferenciar o olhar, o andar e até mesmo o respirar de um suspeito são instintos que o bom Policial Militar deve ter para conseguir identificar onde há uma ocorrência acontecendo.  A Cavalaria da PM provou isso mais uma vez.

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Cavalaria da PM salvou vítima do tribunal do crime em São Paulo
Cavalaria da PM/divulgação
Cavalaria da PM salvou vítima do tribunal do crime em São Paulo

Na tarde desta segunda-feira (23), a equipe da Cavalaria da PM formada pelo Sub Tenente Helio, Cabo Pires, Cabo Rodrigues e Soldado Vicente fazia um patrulhamento de rotina pela Rua dos Gusmões, região da Luz, quando avistaram um homem de blusa preta que ao notar a presença dos PMs ficou nervoso e correu para dentro de um conjuto de barracos.

"Aquela área é conhecida pelo movimento do tráfico de drogas. É uma rua monitorada pela PM. Assim que esse suspeito viu os Policiais do Regimento de Polícia Montada - 9 de Julho, ele saiu em disparada. Os nossos homens desceram dos cavalos e começaram uma perseguição pelas vielas do conjunto de barracos", revela o Tenente Conrad.

De acordo com o Policial, em situações como essa, três PMs descem dos cavalos e fazem a perseguição dos suspeitos à pé. É um procedimento chamado de "função guarda cavalo de mão", onde o mais recruta da equipe acaba ficando na guarda dos animais, enquanto os outros homens seguem o criminoso.

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"Os três Policiais que entraram nas vielas foram gritando 'Polícia para, para', até que esse primeiro suspeito parou. Os PMs notaram, então, que quando eles gritaram, um pedido de socorro veio de dentro de um do barracos. A gente gritou Polícia mais uma vez e um rapaz saiu de dentro de uma das casas falando: 'Socorro, socorro. Eu vou morrer', disse o Tenente.

Local onde a vítima de tortura foi encontrada pela PM
Divulgação/Cavalaria da PM
Local onde a vítima de tortura foi encontrada pela PM

Dentro desse cortiço, os Policiais da Cavalaria encontraram mais dois homens que segundo a vítima estavam praticando tortura. "O homem estava todo quebrado, boca cortada, os dentes quebrados. Ele grudou em um dos nossos homens e disse que iria ser morto por uma coisa que não fez. Ele estaria sendo acusado de roubar uma bolsa do tráfico de drogas com entorpecentes e dinheiro. A vítima estava no que a gente chama de tribunal do crime", afirma o Tenente.

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O homem estava sob o poder dos criminosos há horas, ela sofria golpes de marreta, pedras e pedaços de madeira. Segundo os traficantes, ele foi sequestrado na cracolândia durante a madrugada depois que a bolsa sumiu. "Um dos torturadores era procurado, a vítima tinha passagem por tráfico e os outros dois não tinha nada na ficha criminal. O delegado de plantão foi até o local do crime e acabou fazendo Boletim de Ocorrência por sequestro, cárcere privado, tortura e lesão corporal. Apenas os dois torturadores foram presos, o primeiro suspeito que correu e acabou desencadeando toda a ocorrência foi solto, não encontramos nada com ele", finaliza o Tenente Conrad.

A ação da Cavalaria da PM prova que os intintos Policiais apurados são extremamente importantes para a paz e que o tribunal do crime não tem força alguma diante da Polícia Militar, a lei que seguimos é outra.

Material usado durante a tortura
Divulgação/Cavalaria da PM
Material usado durante a tortura


Equoterapia: conheça a incrível iniciativa da Cavalaria

Recentemente o iG foi convidado para passar um dia no Regimento da Cavalaria da Polícia Militar de São Paulo, para acompanhar o trabalho da nossa polícia montada e entender sua real importância na manutenção da segurança pública.

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Ao chegar no quartel um trabalho tão surpreendente foi apresentado que até mudou o foco da reportagem: a incrível iniciativa social da PM em ter criado, há 24 anos, o programa de equoterapia.

Para operar o programa de equoterapia, a Cavalaria da PM do Batalhão de Choque de São Paulo usa voluntários civis e militares, e parte dos seus 205 cavalos, para atender gratuitamente a população mais carente, oferecendo este serviço para crianças e adultos, que possuam necessidades médicas na recuperação de acidentes e na melhora de condições como o autismo, síndrome de Down e paralisa cerebral.

Clique aqui e leia a matéria da Equoterapia na íntegra e conheça a iniciativa

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