Em conversa com Obama, Sarkozy chama Netanyahu de mentiroso

Segundo site, jornalistas teriam ouvido diálogo entre os dois líderes durante cúpula do G20 na semana passada

EFE |

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez duras críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante conversa privada com o líder dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo noticiou a imprensa francesa nesta terça-feira.

De acordo com o site francês Arret sur Images, jornalistas ouviram quando Sarkozy chamou Netanyahu de mentiroso. “Não posso mais vê-lo, é um mentiroso”, afirmou o líder francês. Obama respondeu: “Você pode estar cansado dele, mas tenho que lidar com ele todos os dias.”

Reuters
Obama e Sarkozy concedem entrevista em Cannes, na França (03/11)

A conversa aconteceu na semana passada durante a reunião do G20 na cidade francesa de Cannes. Um jornalista do diário francês Le Monde já tinha feito referência ao diálogo, mas sem as frases exatas.

De acordo com o Arrêt sur Images, a conversa começou quando Obama criticou Sarkozy por não ter informado que a França apoiaria a adesão dos palestinos à  Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), posição contrária a dos Estados Unidos.

Segundo o site, pelo menos seis jornalistas que aguardavam a entrevista coletiva dos dois líderes puderam ouvir a conversa por causa de um erro da organização do G20.

Os jornalistas receberam equipamentos para ouvir a tradução simultânea da entrevista coletiva, mas, antes do evento começar, ouviram a conversa entre Obama e Sarkozy.

Segundo o site, os jornalistas decidiram não publicar o que tinha acontecido por não terem conseguido gravar a conversa. Já a rede britânica BBC afirma que os profissionais acreditavam que a divulgação do diálogo poderia "constranger" Sarkozy.

Estado palestino

Na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da França confirmou que o país se absterá no caso de uma votação no Conselho de Segurança sobre a demanda de adesão de um Estado da Palestina na ONU .

Romain Nadal, porta-voz adjunto do ministério francês lembrou que a tentativa dos palestinos "não tem chance alguma de ser bem sucedida no Conselho de Segurança" em razão da oposição declarada dos Estados Unidos, que utilizarão seu direito de veto , caso seja necessário, mesmo com os possíveis "riscos de confrontos e um bloqueio" do Oriente Médio.

"Por esse motivo, durante uma reunião do comitê de admissão, o representante permanente da França nas Nações Unidas afirmou que o país não tem outra escolha a não ser se abster no Conselho de Segurança", disse.

Romain Nadal lembrou ainda que, diante da Assembléia Geral da ONU, no dia 21 de setembro, o presidente Nicolas Sarkozy propôs "uma solução realista, que daria um status de Estado observador não-membro das Nações Unidas", isso permitiria uma adesão dos palestinos em agências especiais da ONU.

Com BBC, AFP e EFE

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