China adverte EUA contra venda de armas para Taiwan

Governo chinês manifesta 'indignação' com acordo enviado ao Congresso americano que inclui modernização de caças F-16

iG São Paulo |

AP
Caça F-16 pousa na cidade de Tainan, em Taiwan (12/04)
A China advertiu os Estados Unidos nesta quarta-feira contra a venda de armas para Taiwan, alegando que o negócio poderá prejudicar os intercâmbios militares entre as duas maiores potências econômicas mundiais.

"Os militares chineses expressam sua máxima indignação e forte condenação desta ação que interfere gravemente nos assuntos domésticos da China e causam dano à soberania e aos interesses de segurança nacional", disse o coronel Geng Yansheng, porta-voz do Ministério da Defesa, em nota no site da instituição.

O governo do presidente americano, Barack Obama, enviou ao Congresso um acordo para modernizar a frota taiwanesa de caças F-16 , um negócio avaliado em US$ 5,3 bilhões (R$ 9,9 bilhões) que inclui a venda de avançados mísseis ar-ar, bombas guiadas por laser e GPS e de radares.

Não está inclusa a venda de caças F-16 mais avançados, conhecidos como F-16 C/D. No entanto, com a renovação as aeronaves F-16 A/B que Taiwan já possui seguirão praticamente os mesmos padrões dos caças C/D.

A China considera Taiwan como uma "província rebelde" a ser futuramente reintegrada, e a venda de armas a Taiwan é um dos vários fatores que provocam atritos entre Washington e Pequim, o que inclui também preocupações americanas com a situação dos direitos humanos na China e queixas contra a política cambial chinesa.

A agência oficial de notícias Xinhua disse que a venda de armas pode abalar a reaproximação dos últimos anos entre China e Taiwan, especialmente depois da eleição de um presidente taiwanês mais pró-Pequim, em 2008.

Taiwan diz que a modernização dos seus caças contribuirá para a paz regional, ao melhorar sua capacidade defensiva diante do que o país chamou de 'continua ameaça' da China, que aponta um arsenal de mais de 1,5 mil mísseis em direção à ilha.

Em comunicado, o Ministério da Defesa de Taiwan defendeu o acordo com os EUA. "Aumentar nossa capacidade de defesa é crucial e a única medida para sustentar a segurança regional e o desenvolvimento estável", disse o ministério, em comunicado.

Com Reuters e EFE

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