Novo pontífice fez apelo em discurso a diplomatas de 180 países com os quais o Vaticano mantém relações diplomáticas

Reuters

O papa Francisco instou o Ocidente nesta sexta-feira a intensificar o diálogo com o Islã e pediu mais esforços ao mundo para combater a pobreza.

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Papa Francisco, no centro ao fundo, lê seu discurso para embaixadores de 180 países com relações diplomáticas com a Santa Sé no Vaticano
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Papa Francisco, no centro ao fundo, lê seu discurso para embaixadores de 180 países com relações diplomáticas com a Santa Sé no Vaticano

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O novo pontífice fez o apelo em um discurso a diplomatas acreditados no Vaticano, enviando uma mensagem por meio deles aos líderes de 180 países com os quais o Vaticano mantém relações diplomáticas.

Falando em italiano, o papa também fez outro apelo apaixonado em favor da defesa dos pobres e do meio ambiente e disse que os países mais ricos devem lutar contra o que chamou de "pobreza espiritual de nossos tempos", afirmando ser necessário reforçar laços com Deus.

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"Quantos pobres ainda existem no mundo! E o grande sofrimento que eles têm de suportar!", disse aos diplomatas em audiência na Sala Regia, no Vaticano.

Francisco pediu aos diplomatas que ajudem a manter a religião em uma posição central na vida pública e a promover o diálogo interreligioso como um catalisador dos esforços para construir a paz.

"Nesse trabalho (de construção da paz), o papel da religião é fundamental. Não é possível construir pontes entre as pessoas esquecendo de Deus", disse.

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"Mas o inverso também é verdadeiro: não é possível estabelecer laços verdadeiros com Deus ignorando os outros. Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as várias religiões, e estou pensando particularmente do diálogo com o Islã."

Francisco, o ex-cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio , disse que está agradecido, pois muitos líderes religiosos muçulmanos e civis participaram da sua missa inaugural na terça.

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"Combater a pobreza, material e espiritualmente, construir a paz e pontes: estes, por assim dizer, são os pontos de referência para uma jornada que quero convidar cada um dos países aqui representados a assumir", disse.

O pontífice destacou a importância de proteger o meio ambiente ao explicar por que decidiu assumir o nome de São Francisco de Assis , que está associado à austeridade, à ajuda aos pobres e ao amor pela natureza.

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"Aqui também, isso me ajuda a pensar no nome de (São) Francisco, que nos ensina o respeito profundo por toda criação e proteção de nosso meio ambiente, que, muitas vezes, em vez de usar para o bem, nós exploramos avidamente, um em detrimento do outro", disse.

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