Fumaça preta indica que Igreja segue sem papa; cardeais votam de novo à tarde

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Pelo segundo dia, 115 cardeais não conseguem chegar a um consenso e nenhum nome obtém dois terços dos votos para suceder a Bento 16

A chaminé da Capela Sistina voltou a emitir fumaça preta às 11h39 desta quarta-feira (7h39 em Brasília) - indicativo de que a Igreja Católica continua sem papa. Os 115 cardeais que estão isolados no interior da capela realizaram a segunda ou terceira votação do conclave nesta manhã, mas não chegaram a um consenso.

Outras duas votações estão marcadas para esta tarde, depois que os cardeais voltarem do almoço na Casa Santa Marta. Se ninguém obter 77 votos (dois terços) - ou seja, não se chegar a um consenso em relação ao nome do pontífice - os cardeais retomam os trabalhos na quinta-feira (14).

Fumaça preta: Primeira votação de conclave termina sem eleição de novo papa

AP
Fumaça preta emerge da chaminé da Capela Sistina na manhã desta quarta-feira no Vaticano

Veja o especial do iG sobre o conclave

A chaminé na Praça São Pedro serve como um indicativo para os fiéis - se a fumaça sai preta, significa que os cardeais não escolheram um novo papa e a votação deve prosseguir. Se sai branca, quer dizer que um novo papa foi eleito. Para ser eleito pontífice, o cardeal necessita de uma maioria de dois terços.

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Os cardeais votaram duas vezes nesta manhã de quarta-feira na Capela Sistina, após a primeira votação inconclusiva nesta terça-feira do conclave para eleger o sucessor de Bento 16, que surpreendeu os católicos do mundo no mês passado ao se tornar o primeiro papa em 600 anos a renunciar

O conclave foi marcado depois que o Bento 16 deixou oficialmente o cargo no mês passado, provocando tumulto na Igreja e expondo a divisão profunda entre os cardeais - aqueles que querem um papa que purifique a burocracia disfuncional do Vaticano e aqueles que preferem um pastor que possa inspirar os católicos em um tempo de crescente secularização.

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Antes de seguirem para a Capela Sistina nesta quarta, os cardeais participaram de uma missa pela manhã na Capela Paulina, no Palácio Apostólico do Vaticano. Peregrinos e turistas começaram a chegar no início da manhã à praça de São Pedro, com a esperança de ter um vislumbre da história assistindo fumaça sair da chaminé da Capela Sistina.

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O conclave anterior, de 2005, durou dois dias e levou três rodadas de votação para eleger Joseph Ratzinger como novo papa. Acredita-se, entretanto, que este conclave venha a ser mais longo.

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Na terça-feira, a missa "Pro Eligendo Romano Pontífice" marcou a abertura do conclave. Durante a celebração, o cardeal decano Angelo Sodano pediu unidade da Igreja Católica e fez um apelo aos cardeais eleitores para que deixassem suas diferenças de lado pelo bem da Igreja e pelo bem do próximo papa.

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Depois, eles seguiram em procissão até a Capela Sistina, entoando a Ladainha dos Santos, canto que implora aos santos uma intermediação na difícil tarefa de escolher o sucessor de São Pedro. Após o juramento de segredo e do comando em latim "extra omnes" (todos fora), o mestre de cerimônia ordenou que todos os que não estão envolvidos na votação deixassem a capela e as portas do local foram fechadas.

Foto fornecida pelo jornal do Vaticano L'Osservatore Romano mostra papa Francisco celebrando missa com cardeais na Capela Sistina (14/03). Foto: APPor telão na Praça de São Pedro, pessoas acompanham missa inaugural do papa Francisco com cardeais na Capela Sistina, no Vaticano (14/03). Foto: APRecém-eleito papa, Francisco celebra missa com cardeais na Capela Sistina (14/03). Foto: ReutersPapa Francisco celebra sua missa inaugural com os cardeais dentro da Capela Sistina, no Vaticano (14/03). Foto: APBatina do papa recém-eleito Francisco voa com o vento na porta da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma (14/03). Foto: ReutersPapa Francisco deposita flores no altar dentro da Basílica de Santa Maria Marior, em Roma (14/03). Foto: APPapa Francisco fala aos fiéis no Vaticano. Ele foi eleito no segundo dia de conclave (13/03). Foto: APFiéis tentam registrar com tablets e celulares o anúncio do novo papa, no Vaticano (13/03). Foto: APFiéis acompanham a primeira benção do papa Francisco 1º (13/03). Foto: ReutersFrancisco 1º é o nome pelo novo papa, o cardeal Jorge Bergoglio, da Argentina. Foto: APProtodiácono francês Jean-Louis Pierre Tauran anuncia identidade do novo papa: cardeal Jorge Bergoglio, da Argentina (13/03/2013). Foto: APCardeal francês Jean-Louis Tauran aparece na janela e diz "Habemus Papam", que significa 'Temos Papa' em latim (13/03). Foto: ReutersFiéis comemoram escolha do novo papa após badalar dos sinos na Praça de São Pedro, no Vaticano (13/03). Foto: ReutersFiéis comemoram escolha do novo papa após badalar dos sinos na Praça de São Pedro, no Vaticano (13/03/2013). Foto: ReutersFiéis aguardam com ansiedade pelo anúncio do nome do novo papa da Igreja Católica na Praça de São Pedro, Vaticano (13/03/2013). Foto: APMultidão celebra após chaminé da Capela Sistina expelir fumaça branca na Praça de São Pedro, no Vaticano (13/03/2013). Foto: APMultidão de fiéis vê fumaça branca saindo da chaminé da Capela Sistina na Praça de São Pedro no Vaticano (13/03/2013). Foto: APFumaça branca sai da chaminé da Capela Sistina, indicando que um novo papa foi eleito (13/03/2013). Foto: APMulher segura terço enquanto espera votação de novo papa no segundo dia do conclave no Vaticano (13/03). Foto: APFumaça preta emerge da chaminé da Capela Sistina na manhã desta quarta-feira no Vaticano. Foto: APVisitantes se reúnem na Praça de São Pedro enquanto os cardeais se reúnem em conclave papal no Vaticano (13/03). Foto: APVisitantes esperam que fumaça saia pela chaminé da Capela Sistina na Praça de São Pedro (13/03). Foto: APHomem descalço ajoelha em prece na Praça de São Pedro durante conclave dos cardeais (13/03). Foto: APFreiras caminham pelas Colunas Bernini na Praça de São Pedro no segundo dia do conclave (13/03). Foto: APPeregrinos carregam cruz através da Praça de São Pedro enquanto cardeais se reúnem em conclave na Capela Sistina (13/03). Foto: APSob chuva, mulher reza na Praça São Pedro, no Vaticano (13/03). Foto: APFumaça preta sai da chaminé na Capela Sistina na Praça São Pedro, Vaticano nesta terça-feira (12/03). Foto: APFeminista é detida por policiais após protestar contra o papa na Praça São Pedro durante o conclave (12/03). Foto: APFiéis aguardam na Praça São Pedro a fumaça saída da chaminé da Capela Sistina (12/03). Foto: APHomem vestido de monge ajoelha na Praça São Pedro enquanto o conclave se inicia na Capela Sistina (12/03). Foto: ReutersPessoas assistem ao início do conclave pelos telões espalhados na Praça São Pedro, no Vaticano (12/03). Foto: APFreira assiste à missa celebrada por Angelo Sodano em telão na Praça São Pedro, no Vaticano (12/03). Foto: APFreiras se reúnem para a eleição do novo papa ao lado de fora da Basílica de São Pedro, no Vaticano (12/03). Foto: APFiéis assistem à missa na Basílica de São Pedro por meio de telões na Praça São Pedro, no Vaticano (12/03). Foto: APCardeal participa da missa que celebra eleição do papa realizada por Angelo Sodano na Capela Sistina, no Vaticano (12/03). Foto: APCardeal brasileiro Dom Odilo Scherer deixa a Basílica de São Pedro após realização de missa (12/03). Foto: ReutersCardeal Peter Turkson, de Gana, participa da missa que abre os trabalhos do conclave na Basílica de São Pedro, no Vaticano (12/03). Foto: ReutersCardeal decano Angelo Sodano celebra missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, antes do início do conclave (12/03). Foto: Reuters

O conclave acontece em meio a incertezas e convulsões: não há um favorito claro, não há indicação de quanto tempo a votação deverá durar e nenhuma chance de que um único homem consiga reunir todas as características necessárias a um papa nesse momento.

O burburinho girava em torno do cardeal Angelo Scola, italiano tido como favorito entre aqueles que pretendem modificar a poderosa burocracia do Vaticano, o o cardeal brasileiro Odilo Scherer, favorito pelos burocratas internos do Vaticano que querem preservar seu status quo. Outros nomes também surgiram, como o canadense Marc Ouellet, que chefia a Congregação para os Bispos, e o cardeal americano Timothy Dolan.

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