Explosão na Colômbia deixa dois mortos e fere ex-ministro

Bomba em Bogotá atinge carro de Fernando Londoño, que integrou governo Uribe, matando seu motorista e seu segurança

iG São Paulo |

A explosão de uma bomba que tinha um ex-ministro colombiano com alvo explodiu nesta terça-feira em Bogotá, deixando ao menos dois mortos e ao menos 19 feridos. O ex-ministro do Interior Fernando Londoño está entre os feridos, mas não corre perigo.

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Mais cedo, a polícia disse ter desativado uma bomba colocada em um carro no centro da cidade, no que autoridades acreditam se tratar de uma tentativa de ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Nenhum grupo reivindicou nenhuma das duas bombas. 

A bomba explodiu no centro do distrito financeiro de Bogotá e, segundo o prefeito da cidade, Gustavo Petro, foi cometido por “alguém que estava andando”. No Twitter, Petro também disse que uma pessoa foi presa, sem dar detalhes.

A explosão atingiu o carro de Londoño, um SUV, na rua 74, a uma quadra da avenida Caracas, onde estão localizados escritórios, lojas, restaurantes e bancos.

Em um breve pronunciamento na televisão, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que o motorista do ex-ministro e um policial que fazia sua segurança morreram.

Imagens de televisão mostraram Londoño, 78 anos, sendo retirado do veículo vestindo terno e gravata, com manchas de sangue no peito. Ele estava conseguindo andar, mas sua expressão era de choque. Outros veículos também foram danificados.

O ex-vice-presidente Francisco Santos, que é primo de Londoño, visitou-o na Clínica Del Country, para onde foi levado. Segundo Santos, o ex-ministro sofreu alguns ferimentos causados por estilhaços e lamentou as mortes de seu motorista e de seu segurança.

Londoño foi ministro do Interior e da Justiça de 2002 a 2003, durante o mandato do ex-presidente Ávaro Uribe (2002-2010). Inimigo declarado das Farc, ele usou artigos em jornais para defender o Uribe da acusação de que tinha ligações com partidários de milícias ilegais de extrema direita. Ele também criticou o atual presidente por não ser duro o suficiente com as Farc.

null* Com AP

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