Mulheres cientistas pedem maior participação em missões espaciais

Em uma conferência, a astronauta Cady Coleman destacou a importância da presença da mulher na área

EFE |

Nasa
Robonaut e a astronauta Cady Coleman posam para foto em março
Mulheres cientistas reivindicaram nesta quarta-feira (9) seu papel na pesquisa e nas missões espaciais em uma conferência dedicada a Marte, inaugurada pela astronauta americana Cady Coleman.

A astronauta, que esteve seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), destacou a importância da presença das mulheres, porque "fornecem diferentes elementos à equação".

"Em uma missão tão difícil como chegar a Marte, precisamos de todas as habilidades possíveis (...) as habilidades das mulheres, as habilidades dos homens, de todo tipo de pessoas", afirmou Cady.

E não apenas para viajar para Marte, "mas também para nos ajudar a estar preparados para deixar o planeta Terra com a tecnologia necessária", acrescentou.

Além disso, a coronel aposentada da Aeronáutica afirmou que as viagens a Marte serão complicadas, devido à grande distância, mas é um objetivo plenamente alcançável.

A astronauta, casada e mãe de um filho, frisou que nas entrevistas lhe perguntam se é duro permanecer longe de seu filho, algo que duvidou que perguntem aos seus companheiros, e enfatizou que "é um sacrifício que fazemos porque acreditamos que nosso trabalho é importante".

No painel moderado por Collen Hartman, subdiretora adjunta da divisão de Missões Científicas da Nasa, a cientista e fundadora da Women in Planetary Science, Susa Niebur; a bióloga da Nasa, Cassie Conley; e a jornalista Linda Billings, concordaram em ressaltar que a presença de mulheres na área é ainda baixa.

Kate Craft, estudante de doutorado em geofísica na Universidade Virgínia Tech, declarou que "dizem que as coisas melhoraram para as mulheres, mas isso não está acontecendo".

Neste sentido, Karina Cheung, de 29 anos, física e geofísica planetária da mesma universidade, disse que a pesquisa planetária foi considerada durante muito tempo algo de homens, por isso "necessitamos mais programas para inspirar as mulheres".

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