Corpo do menino desaparecido é encontrado em rio de Barretos

Por Agência Estado |

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Laudos preliminares confirmam que menino foi morto antes de ser jogado no rio

Agência Estado

Alfredo Risk/Futura Press
Joaquim Ponte, de 3 anos, desapareceu de casa na terça-feira

Acabou o mistério envolvendo o desaparecimento de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que estava sumido desde terça-feira, 5, em Ribeirão Preto (SP). Seu corpo foi localizado no final da manhã deste domingo, 10, no rio Pardo, na zona rural de Barretos (SP). Quem achou foi o dono de uma fazenda que acionou o Corpo de Bombeiros.

De acordo com exames preliminares no IML (Instituto Médico Legal) de Barretos,  não havia água nos pulmões da criança, o que indica que o menino teria morrido antes de ser jogado no rio.

Policiais aguardam o laudo que vai apontar o que matou o garoto, mas já trabalham com a tese de agressão ou outro tipo de violência ou ainda envenenamento. "A hipótese de que ele teria sido morto e jogado no rio foi confirmada, mas ainda é preciso saber o que o matou", disse o delegado João Osinski Júnior, diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

O local onde o corpo foi encontrado fica a cerca de 150 quilômetros de Ribeirão Preto. O corpo estava com o pijama que o menino usava para dormir no dia que sumiu e foi reconhecido pela mãe, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, e pelo pai, Arthur Paes.

Uma das possibilidades é que Joaquim tenha sido jogado no córrego Tanquinho, que passa perto de sua casa e que vai desaguar no rio Pardo. Como choveu muito durante a semana, o corpo teria sido levado pelas águas até Barretos.

A localização do corpo ocorreu por volta das 11h30 e pouco tempo depois policiais militares se deslocaram para a casa do menino, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto. O objetivo foi fazer um cerco preventivo para evitar que a mãe e o padrasto pudessem deixar o local, já que são vistos como suspeitos.

A mãe do menino, Natália Ponte, aparentando estar bastante abalada com a localização do filho, não quis falar nada após fazer o reconhecimento em Barretos. O padrasto, Guilherme Longo, visto como o principal suspeito no caso, permaneceu trancado na residência em Ribeirão Preto, enquanto um grupo de pessoas se aglomerava do lado de fora e gritava insultos contra ele.

Para evitar que algo pudesse acontecer, várias viaturas e dezenas de policiais militares fizeram a segurança no local. Depois disso, Longo teria sido retirado da residência pelos PMs e levado para um local seguro. A mãe não estava em Barretos.

Desde o início das buscas a Polícia Civil vinha apostando suas fichas que o menino estaria no rio. A suspeita aumentou após um cão farejador da polícia apontar que o menino teria ido de sua casa até o córrego na companhia do padrasto, Guilherme Longo. Ele, por sua vez, se defendeu dizendo que sempre ia ao córrego com o garoto e que, por isso, a descoberta não queria dizer nada.

Histórico
O menino Joaquim Ponte Marques, 3, estava desaparecido desde a última terça-feira, 5, em Ribeirão Preto (SP). A polícia e o Ministério Público veem indícios da participação da mãe e do padrasto no sumiço, mas ambos negam. Ele sumiu de madrugada e todos os dois dizem que estavam dormindo naquele momento.

No dia seguinte ao desaparecimento, a polícia pediu a prisão temporária do casal, mas a Justiça negou o pedido, sob a alegação de que eles estavam colaborando na investigação. O desaparecimento do garoto gerou comoção na cidade e uma campanha feita nas redes sociais por celebridades como a apresentadora Angélica, a atriz Carolina Dieckman e a cantora Ivete Sangalo.

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