Coronel da PM pede prisão de 8 policiais grevistas no Maranhão

Governo do Estado pede e Força Nacional, Exército e Aeronáutica vão ajudar a policiar ruas e a conter grevistas

Wilson Lima, iG Maranhão |

Wilson Lima/iG
Grevistas vêem TV na Assembleia Legislativa invadida por policiais
O subcomandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Edílson Moraes Gomes, ingressou nesta quinta-feira (24) com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) pedindo a prisão de oito líderes da greve dos policiais militares e membros do corpo de bombeiros do Maranhão.

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A partir desta representação, o Ministério Público Estadual poderá ingressar com uma ação, na Justiça Militar, pedindo a prisão preventiva dos líderes. Entre os homens que comandam a manifestação estão os ex-comandantes do Policiamento Metropolitano de São Luís, coronéis Ivaldo Barbosa e Francisco Melo. A solicitação do subcomandante foi encaminhada à promotora de Justiça Militar do Maranhão, Maria do Socorro Assunção Gomes.

Por meio de nota oficial, a promotora de Justiça Militar afirmou que “os líderes do movimento afrontaram a garantia da ordem pública e a exigência da manutenção das normas ou princípios da hierarquia e disciplinas militares”. Isso fere o artigo 255 do Código de Processo Penal Militar, diz a polícia.

Wilson Lima/iG
Policiais acampam na Assembleia Legislativa do Maranhão
Durante a tarde, líderes do movimento já tinham informações sobre esse pedido de prisão preventiva. O presidente da Associação dos Policiais Inativos da Polícia Militar do Maranhão, sargento Da Hora, disse que, se os líderes do movimento forem presos, outros policiais também estavam dispostos a serem detidos. “Eles vão ter que levar todos daqui”, disse.

Exército

Por conta da greve dos policiais militares e homens do Corpo de Bombeiros do Maranhão iniciada na noite de quarta-feira (23), o governo do Estado pediu ajuda ao Exército e à Aeronáutica para reforçar o policiamento ostensivo nas ruas. Sem a PM, hoje essa tarefa cabe aos homens da Força Nacional.

Oficialmente não se tem informações sobre quantos membros da Força Nacional estão em São Luís. O comando da tropa afirma que não divulga dados por questões “estratégicas”, mas estima-se que pelo menos 300 integrantes estejam na capital maranhense.

O Exército deslocará homens que já trabalham no Maranhão e também mandará soldados do Piauí e Pará para o Estado. Até o momento, segundo o governo do Estado, mesmo com a greve “nenhum incidente mais grave foi registrado”.

JR Lisboa/Agência AL
Policiais protestam na Assembleia Legislativa
De acordo com o movimento grevista, pelo menos 70% dos policiais militares pararam no Maranhão. Nas principais cidades, como São Luís, Imperatriz, Timon e Bacabal, a Força Nacional foi obrigada a assumir o policiamento ostensivo. O governo do Estado também disponibilizou um site para registros de ocorrências considerada leves, como furtos ou extravio de documentos e roubos de celulares. Os policiais militares que estão nas ruas atendem apenas às ocorrências mais graves, como crimes contra a vida e contra a honra.

Invasão

Os militares ainda não deixaram a sede da Assembleia Legislativa do Maranhão. O protesto começou na noite de quarta-feira e não tem data para terminar. Pelo menos mil militares, bombeiros e familiares estão no prédio. A justiça considerou a paralisação e a invasão do prédioilegais.

O presidente da casa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), pediu a todos os funcionários a deixarem o prédio durante a paralisação dos policiais militares. Os manifestantes armaram barracas, estão com colchonetes, carros de som e fazem vaquinha para comprar comida e água. Eles manterão vigília até terem um indicativo de que a governadora Roseana Sarney (PMDB) atenderá a pauta de reivindicação da categoria. Os militares exigem aumento salarial de 30%.

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