Numa mega operação envolvendo a ação simultânea de 400 PMs, a ROTA reforça seu recado habitual ao crime: "A lei existe e nós a aplicamos. Sempre."

ROTA - Operação
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
ROTA - Operação "São Paulo Tolerância Zero"

Enquanto os políticos que elegemos tratam nossa Constituição como se fosse o livro “50 Tons de Cinza”, e criam leis imorais e confusas com múltiplos tons de interpretação para continuar assaltando a população brasileira, os PMs de ROTA possuem outro entendimento sobre este assunto. Para os Policiais do Batalhão Tobias de Aguiar a legislação nunca será usada de forma irresponsável com inúmeras tonalidades: ela é branca ou preta.

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A sociedade civil cria as leis e delega a responsabilidade da sua aplicação para as autoridades constituídas. A ROTA  é uma dessas autoridades e exerce sua missão de proteger a população fazendo apenas isso: cumprindo a lei. Você acha que isso é apologia da Polícia? Acorde, você está enganado.

Numa incrível iniciativa de transparência e de prestação de contas para a sociedade paulista, o Alto Comando da ROTA decidiu convidar os principais jornais, TVs e portais de internet do país para acompanhar a sua maior operação de combate ao crime feita este ano. Ao invés dos tradicionais patrulhamentos diários feitos por viaturas de forma individual, foram colocadas nas ruas, simultaneamente, 86 viaturas de ROTA com cerca de 400 Policiais para atacar a criminalidade.

Parte das 86 viaturas de ROTA, ainda dentro do pátio do Quartel, que integraram a operação
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Parte das 86 viaturas de ROTA, ainda dentro do pátio do Quartel, que integraram a operação "São Paulo Tolerância Zero"

A imprensa registrou, de forma livre e independente, o ciclo completo dessa operação, incluindo as ações de conduta de patrulhamento ostensivo, abordagens a suspeitos, revistas pessoais, de veículos e imóveis, prisões em flagrante, apreensão de drogas, armamentos e material de inteligência.

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Os jornalistas que trabalharam juntos com os PMs, não visitaram cenários montados nem seguiram roteiros pré-definidos e combinados. Saíram para uma patrulha real. A imprensa teve acesso livre para ver, entrevistar, fotografar, filmar e reportar a maior ação de saturação contra o crime que a ROTA conduziu em 2017.

PMs de ROTA há minutos do início da operação
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
PMs de ROTA há minutos do início da operação "São Paulo Tolerância Zero". Ao centro, o Comandante de Pelotão Tenente PM Narlich

Entenda o que é uma "ação de saturação"

Normalmente o trabalho de policiamento de ROTA é feito por um Pelotão composto por cinco viaturas com quatro Policiais em cada. Ao chegar na área de patrulha, designada pela área de inteligência, as viaturas se dispersão e atuam de forma individual e passiva, observando o ambiente ao seu redor e tomando a iniciativa de iniciar abordagens quando julgar necessário. Se for preciso o Pelotão pode se reagrupar rapidamente, convergir para um mesmo ponto e operar em conjunto. 

Tenente PM Costa (esq), Comandante de Pelotão, acompanhando seus Policiais numa busca
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Tenente PM Costa (esq), Comandante de Pelotão, acompanhando seus Policiais numa busca

Há cerca de três meses o Comando do Batalhão Tobias de Aguiar decidiu agregar uma nova tática para enfrentar o crime: as ações de saturação. Ao contrário da tradicional patrulha individual e passiva, a saturação é feita por múltiplas viaturas e de forma ativa, já que o alvo da operação é previamente conhecido antes da saída do Quartel.

Diariamente a ROTA recolhe grande quantidade de informações através dos seus patrulhamentos, pelo setor de inteligência, e também por denúncias anônimas da população. Um dos usos feitos por esse banco de dados é o de cruzar multiplos fatos que apontem para alvos de interesse de grande porte, como centrais para armazenamento e distribuição de drogas e armamentos.

Uma vez que o objetivo da operação é identificado e localizado, a ação de saturação é desenhada, levando-se em conta detalhes como o mapeamento do local, pontos de entrada e saída, se o terreno permite acesso através de viatuas ou apenas a pé, distâncias a serem percorridas, etc... No momento adequado, a missão é desencadeada de forma extremamente rápida, com o uso de múltiplas viaturas e dezenas de Policiais, comandados por oficiais de alta patente, incluindo o próprio Comandante da ROTA, Tenente Coronel Ricardo Mello de Araújo e seus dois Subcomandantes Major PM Cássio Araújo de Freitas e o Major PM José Augusto Coutinho.

O sucesso que esta estratégia trouxe para a sociedade é medido pelos resultados produzidos em menos de um mês: mais de 3 toneladas de drogas apreendidas, dezenas de prisões efetuadas, apreensões de armamento restrito, dinheiro, vasto material de inteligência e contabilidade da contravenção. Veja abaixo algumas dessas operações:

14/julho - “Alba”
23/julho - “Nhocuné”
27/julho - “Itapira/Guarujá”
28/julho - “Moinho”
30/julho - “Limeira”
09/agosto - “Cubatão, Paraisópolis e Hortolândia” 

Operação "São Paulo Tolerância Zero" - Homenagem ao Terceiro Sargento PM de ROTA Isaias Jesus de Nascimento

Nesta quarta-feira (23) o Comando da ROTA decidiu fazer uma nova ação de saturação, mas ao invés de usar a média de 10 a 15 viaturas (entre 40 a 60 PMs), dessa vez os terroristas urbanos tiveram que encarar, ao mesmo tempo, 86 viaturas com cerca de 400 Policiais Militares.

Policiais de ROTA em conduta de patrulha durante a operação
Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Policiais de ROTA em conduta de patrulha durante a operação "São Paulo Tolerância Zero"

Às 9hs da manhã, o Comandante Mello Araújo recebeu a imprensa no salão nobre do Quartel da ROTA e durante um rápido café-da-manhã explicou em detalhes o que iria acontecer nas próximas 8 horas. Os jornalistas foram divididos em pequenos grupos para acompanhar todos os Pelotões envolvidos nesta mega operação.

"Vamos colocar nossos Policiais em todas as regiões de São Paulo: zonas sul, leste, oeste, norte e centro. Os criminosos vão continuar sentindo e temendo a presença da PM. Em São Paulo, os bandidos não vão atacar a população nem a Polícia com metralhadoras e fuzis de combate”, explicou Mello Araújo. No final do briefing aos jornalistas, o Comandante informou que a operação “Tolerância Zero”, seria uma homenagem ao Terceiro Sargento PM de ROTA Isaías de Jesus Nascimento.

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Se dirigindo aos jornalistas, o Comandante da ROTA disse: “Gostaria de lhes apresentar a senhora Claudinéia Jesus de Ferreira e suas duas filhas. Ela é a viúva de um dos nossos, o Sargento Nascimento, um Policial exemplar com quem tive o prazer de trabalhar aqui na ROTA, quando eu ainda era Tenente. Há nove meses, Nascimento foi baleado por criminosos, mas infelizmente, mesmo com os tratamentos médicos recebidos ele faleceu. Nós não esquecemos os nossos nem seus familiares. Essa operação é uma homenagem da nossa Tropa para a senhora, suas filhas e seu marido”.

Claudinéia Jesus de Ferreira, viuva do Sargento PM de ROTA Isaías de Jesus Nascimento, entre suas filhas, sendo homenageada por todos os PMs de ROTA ao sairem nas suas viaturas do Quartel. À esquerda o Comandante da ROTA, Tenente Coronel PM Ricardo Mello Araújo. A condecoração branca  que a filha pequena usa (igual à do Comandante) pertenceu ao seu pai. A Láurea de Mérito Pessoal em Primeiro Grau  é a maior das 5 condecorações que um PM pode receber
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Claudinéia Jesus de Ferreira, viuva do Sargento PM de ROTA Isaías de Jesus Nascimento, entre suas filhas, sendo homenageada por todos os PMs de ROTA ao sairem nas suas viaturas do Quartel. À esquerda o Comandante da ROTA, Tenente Coronel PM Ricardo Mello Araújo. A condecoração branca que a filha pequena usa (igual à do Comandante) pertenceu ao seu pai. A Láurea de Mérito Pessoal em Primeiro Grau é a maior das 5 condecorações que um PM pode receber





Resultados

A saída de um Pelotão do Quartel da ROTA é um ritual emblemático. Por alguns segundos o transito da avenida Tiradentes é parado e cinco viaturas saem para a rua acelerando forte. Nesta quarta-feira (23) o transito parou por vários minutos para observar a enérgica saída de oitenta e seis viaturas com suas sirenes ligadas. Uma visão de tirar o fôlego.

Início da
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Início da "Tolerância Zero". A saída forte, com sirenes ligadas, das viaturas de ROTA do Quartel é uma tradição. Repare as pessoas do lado direito fotografando e filmando

Após oito horas de incursões em alvos pré-determinados, o resultado novamente é avaliado pelos números produzidos nas 21 ocorrências do dia: vinte e oito presos, cinco procurados pela justiça recapturados, três armas e munições apreendidas, 37kg de cocaína, 4kg de crack e 106kg de maconha, que não vão envenenar a população e serão destruídos.

Veja abaixo as imagens de algumas das apreensões feitas na "Tolerância Zero":

“Quando fui convidado para assumir o comando da ROTA pelo Coronel Nivaldo Restivo (atual Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e também ex-Comandante da ROTA) recebi a liberdade de criar novas soluções para enfrentar e crime. Essas operações são uma iniciativa do meu Comando e vão continuar acontecendo, no momento que julgar adequado. Esta operação foi dentro do que a gente planejou. Além das prisões e apreensões, trouzemos a sensação de segurança para a população, que em vários momentos nos aplaudiu nas ruas”, finalizou o Comandante Ricardo Mello Araújo.

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Triste conclusão

Termino esta matéria com a mesma indignação contra os criminosos que elegemos e que nos representam em Brasília, apresentando dois fatos:

1) Recentemente estes políticos, dissociados da vida do brasileiro,  decidiram criar um tal de fundo de campanha eleitoral. A tradução em português claro deste verdadeiro golpe de estelionato é que, se aprovado, você terá que pagar R$3.600.000.000,00 para que os políticos façam campanha. Sim você leu bem: você vai pagar três bilhões e seiscentos milhões de reais para que esses bandidos possam invadir sua tv e seu celular para mentir e enganar.

2) A Tropa da ROTA é composta por cerca de 800 PMs, sendo que o salário inicial é de R$2.990,00. Levando-se em conta os benefícios sociais e trabalhistas associados, vamos considerar que o custo salarial para o Estado deste Policial é de R$6.000,00 por mês.

Filha do Sargento PM de ROTA Isaías de Jesus Nascimento, assassinado por criminosos, sendo homenageada por 400 colegas de seu Pai
foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Filha do Sargento PM de ROTA Isaías de Jesus Nascimento, assassinado por criminosos, sendo homenageada por 400 colegas de seu Pai

E se usássemos o dinheiro do fundo de campanha para contratar mais alguns Policias de ROTA, quantos seriam?

Ao dividir a verba anual de R$3.600.000.00,00 por 12 chegamos a uma disponibilidade de dinheiro para folha de pagamento mensal de R$300.000,00. Ao dividir esse total mensal pelo custo estimado de um PM de R$6.000,00 por mês, chegamos em 50.000 Policiais. Sim, você novamente leu correto. Daria para aumentar o atual efetivo de 800, para uma força de 50.000 Policias de ROTA.

É óbvio que existem prioridades mais importantes como a saúde, educação e geração de empregos, que se recebessem esse investimento, reduziriam significativamente a violência social e consequentemente a ação preventiva e reativa da ROTA. Mas o exemplo acima não deixa de perder seu impacto ao colocar em perspectiva as dimensões dos crimes que você e eu cometemos ao eleger os mesmos canalhas de sempre e entregar o poder nas suas mãos sujas.

Veja o vídeo da senhora Claudinéia, com suas filhas, acompanhando a saída das viaturas do quartel da ROTA. Ao seu lado direito aparece o Comandante da ROTA, Tenente Coronel PM Ricardo Mello Araújo e à sua esquerda, o Subcomandante Major Cassio Araújo de Freitas:



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