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Múmias de 200 anos são encontradas no Mosteiro da Luz em São Paulo

26/02 - 23:25, atualizada às 01:26 27/02 - Reuters

SÃO PAULO - Duas múmias de cerca de 200 anos foram descobertas recentemente em paredes do Mosteiro da Luz, disse nesta terça-feira o capelão do local. Segundo o padre, operários encontraram os restos, provavelmente de freiras, quando combatiam cupins.

"Havia rastro dos cupins, e os técnicos entraram nas paredes de dentro do museu para ver o que tinha lá. Foi uma grande surpresa, não sabemos há quanto tempo as múmias estavam ali", disse à Reuters por telefone o padre Armênio Rodrigues Nogueira, responsável pela Mosteiro da Luz. 
 
Divulgação
 
Divulgação
 
 
Encontrados há algumas semanas, os restos foram mantidos em sigilo pelo mosteiro, que entregou as múmias ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
O material depois será investigado por arqueólogos e antropólogos ligados ao Museu de Arte Sacra, segundo a assessoria da Arquidiocese de São Paulo.
 
O ambiente no qual o material foi encontrado será esterilizado, lacrado e desumidificado para evitar riscos à preservação, completou a assessoria da arquidiocese, que informou que até 1822 as freiras que habitavam o local eram enterradas ali.
 
O processo de mumificação, no entanto, não faz parte de nenhum rito católico. O mosteiro foi fundado e construído em 1774 por frei Antonio de Sant'Anna Galvão, que no ano passado foi santificado no Brasil pelo papa Bento 16. A Igreja Católica paulistana considera o prédio como o mais importante monumento arquitetônico colonial do século 18 na cidade.
 
O Museu de Arte Sacra, onde foram encontrados as múmias, é protegido por paredes de taipa e fica na área do mosteiro, que é habitado pelas chamadas Irmãs Concepcionistas. Elas se dedicam exclusivamente à oração e ao trabalho e pouco saem dali.
 
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