João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos, alvo da Operação Compliance Zero da PF
Geraldo Magela/Agência Senado
João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos, alvo da Operação Compliance Zero da PF

Minimizando a relação da Reag com Banco Master, o fundador da instituição financeira, João Carlos Falbo Mansur, prestou depoimento nesta quarta-feira (11), na Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI ) do Crime Organizado . Mesmo protegido por Habeas Corpus,  emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Flávio Dino, ele falou e negou qualquer tipo de vínculo com o Primeiro Comando da Capital ( PCC ).

Mansur respondeu pontualmente alguns questionamentos, principalmente os gerais, feitos pela comissão. O empresário comparou a ação policial e investigativa da Polícia Federal (PF) contra ele e à empresa de "rolo compressor" e argumentou que a instituição financeira foi "penalizada por ser grande e independente" .

Envolvida nos desdobramentos da Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto de 2025, a Reag é apontada de levar cerca de R$ 250 milhões para o PCC. A investigação versa na infiltração do crime organizado em instituições financeiras,  combustíveis e economia. Mansur pontualmente negou qualquer envolvimento com o PCC.

A relação com o Banco Master

O assunto principal da pauta da CPI do crime foi o vínculo entre Reag Investimentos e o Banco Master, ambos alvos da Operação Compliance Zero e sofreram liquidação pelo Banco Central no início deste ano.

Das poucas manifestações que fez, Mansur confirmou a existência de negócios com a instituição financeira de comando do empresário Daniel Vorcaro, mas restringiu a relação a estrito negócio.

"O Banco Master era um dos nossos clientes, como outros bancos, cerca de sete ou oito instituições financeiras [...].  Até agosto, tínhamos aproximadamente 700 fundos de investimentos distribuídos em cerca de 300 grupos empresariais e famílias. Sempre fomos auditados por empresas internacionais. A gente é uma companhia aberta, a gente presta regularmente informações ao mercado" , declarou Mansur.


As instituições financeiras na mira da PF

Ambas estão no centro das investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A Reag Investimentos e o Banco Master são apontadas por arquitetarem suposto esquema fraudulento financeiro, lavagem de dinheiro e corrupção institucional.

As investigações a cerca da Reag começaram com o Banco Central, sendo apontada por ter aumentado os ativos artificialmente, o que beneficiaria o Banco Master e o dono, Daniel Vorcaro. 

Tanto a PF quanto o Ministério Público (MP) investigam o que chamam de rede de triangulação financeira e simulação de operações que teriam como objetivo aumentar balançoes e ocultar rombos bilionários. A Reag é apontada como braço técnico, enquanto o operador do Banco Master era o líder do esquema. 

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