
A prisão de Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, trouxe novos desdobramentos para a investigação do assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande.
Fontes foi morto em 15 de setembro com mais de 20 disparos de fuzil em uma emboscada atribuída ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Jaguar, de 42 anos, se entregou à polícia em São Vicente no dia 20 de setembro. Ele já havia cumprido mais de 23 anos de pena por crimes como sequestro e é apontado como integrante da facção.
Entenda: Caso Ruy Ferraz Fontes: terceiro suspeito do crime é preso
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que há elementos suficientes para indicar sua participação direta na execução. “O atirador que a gente pode cravar é o Jaguar, que já está preso”, declarou.
Segundo o secretário, a acusação contra Jaguar está baseada em informações coletadas no celular de Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, que também foi preso.
“Esse a gente pode cravar porque, além do termo de depoimento de um dos presos, o Luiz [Fofão] que está preso, no aparelho celular dele foram extraídas informações que ele – Fofão – tinha levado o Jaguar para um outro endereço, dado fuga e que ele seria um dos atiradores [contra o delegado]” , relatou.
A Polícia Civil identificou oito suspeitos de participação no crime. Quatro já foram presos: Jaguar, Fofão, Dahesly Oliveira Pires (acusada de transportar fuzis) e o dono de um imóvel usado como base pela quadrilha.
Entre os foragidos estão Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda. Exames periciais seguem em andamento para confirmar a autoria dos disparos.
“Agora estão sendo feitos exames periciais, que vão ser realizados depois nos armamentos quando forem encontrados. Aí vai ser possível fazer os exames de comprovação balística. Durante a perícia a gente conseguiu apreender projéteis que estavam intactos perto do doutor Ruy” , disse Derrite.
Secretário falou sobre o histórico do preso

O secretário também destacou o histórico do preso. “A gente já tinha mencionado de ele ser um dos atiradores. Jaguar é membro do PCC e cumpriu pena durante mais de 23 anos. É um indivíduo de extrema periculosidade.”
Sobre a motivação, Derrite relacionou a execução ao envolvimento da facção criminosa. “Não resta dúvida de que o PCC está envolvido [...] É por isso que a gente não pode subestimar a organização criminosa. Eles são extremamente perigosos.”
O Portal iG entrou em contato com a defesa de Rafael Marcell Dias Simões, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.