Kassab e Baleia passam a ser alvos de bolsonaristas por anistia

Presidentes do PSD e MDB enfrentam pressão após barrarem projeto

Os dois passarão a receber cobranças
Foto: Divulgação
Os dois passarão a receber cobranças

Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Baleia Rossi, presidente do MDB, passarão a ser alvos de bolsonaristas da ala de Eduardo Bolsonaro (PL) após decisões de parlamentares de seus partidos de não apoiar a anistia irrestrita no Congresso .

A pressão ocorre diante da posição de PSD e MDB de não facilitar a recuperação de direitos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme apurou o Portal iG.

Aliados de Bolsonaro entendem que Kassab e Baleia tentam manter poder político sem se comprometer em temas polêmicos.

Essa postura também estaria ligada à estratégia de manter Tarcísio de Freitas (Republicanos) como possível candidato à presidência e Ricardo Nunes (MDB) como candidato ao governo de São Paulo.

Kassab afirmou que o PSD terá candidatura própria, exceto se Tarcísio for candidato, enquanto o MDB tende à neutralidade, permitindo que filiados escolham seus candidatos.

Os dois partidos possuem três secretarias cada no governo Lula e apresentam variações regionais: no Sul há maior aproximação com a direita, e no Nordeste com a esquerda.

Plano de anistia

Bolsonaro é réu no STF por tentativa de golpe de Estado
Foto: Divulgação/STF
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O projeto mais divulgado na Câmara, apresentado por Sóstenes Cavalcante (PL), propõe anistia ampla e irrestrita para todos investigados, processados ou condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, além de outros crimes políticos desde março de 2019.

A proposta inclui líderes, manifestantes e financiadores, e busca derrubar inelegibilidades, beneficiando diretamente Bolsonaro.

O texto recebeu 262 assinaturas em requerimento de urgência, mas ainda não foi pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), que aguarda o desfecho do julgamento de Bolsonaro no STF, previsto para a próxima semana.


Oposição à anistia ampla envolve o governo Lula, o STF e parte do Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), apresentou alternativa que prevê redução de penas apenas para manifestantes de menor relevância, excluindo líderes e organizadores.

A proposta busca penas proporcionais, preservando punições aos principais responsáveis pelos atos.